
“No hay naturaleza capaz de alimentar a un shopping center del tamaño del planeta.” Eduardo Galeano
Para los contemporáneos de Beethoven, oír la 9ª Sinfonía, por ejemplo, era un acontecimiento, un verdadero Acontecimiento, con mayúscula. Y –sin dudas- no para todos.
Hoy podemos escuchar la 9ª sinfonía apenas haciendo clic en algún ícono de nuestra computadora.
Podemos oírla varias veces, muchas veces, infinitas veces, porque oír esa o cualquier otra obra, maestra o de las otras, dejó de ser, hace mucho tiempo, un acontecimiento para transformarse en una banalidad.
Primero llegó la radio. El milagro de escuchar sonidos que no se tenía idea de donde venían.
Después, el disco: la orquesta en casa.
Cierto día, el director de una gran empresa discográfica puso a trabajar (más) a sus mejores funcionarios. Quería escuchar exactamente la 9ª sinfonía, pero sin interrupciones. Sin tener que levantarse de su butaca para dar vuelta al disco. Eso se parecía a un orgasmo interrumpido. Los ingenieros trabajaron (más) y después de cierto tiempo, eureka: el compact. 75 minutos de música sin interrupciones. La 9ª enterita, de un solo tirón.
El nuevo milenio trajo, entonces, el nirvana. Música a voluntad y… gratis. Llegó el mp3 y su más importante compinche: el P2P. Pensaste, muchos pensamos, que había llegado el paraíso terrenal.
Pero las cosas no son tan simples. Mirando esa realidad desde un punto de vista más integral podríamos tejer un paralelo con lo que ha ocurrido con el planeta entero. La Tierra, esta madre generosa y un poco tímida a la hora de fijar límites a sus hijos, de tanto ser explotada, sin ningún tipo de planificación, empezó a mostrar síntomas de cansancio y problemas de salud. Agujeros en la capa de ozono, que ya no puede seguir filtrando los rayos solares como antes, ciudades cada vez más calientes, víctimas del efecto invernadero, dificultades cada vez mayores a la hora de conseguir agua potable y todo el resto de la historia que todos conocemos, de la cual todos somos un poco responsables y algunos, los poderosos de siempre, muy responsables. Hasta que llegó el momento de parar y pensar, pensar de verdad, con la cabeza y ya no con la bolsa (de valores).
Bueno, con la música pasa algo parecido. Yo no sé si sabías que las personas que hacen música, conocidas como músicos (también llamadas compositores, cantores, artistas, etc.) se alimentan, usan ropas, remedios, pagan cuentas y – muchos de ellos – tienen familias que sustentar. Hay gente que piensa que los artistas son todos multimillonarios que se pasan mirando al techo esperando que les caiga la inspiración para el próximo hit que tocará en las radios del mundo entero. Lamento comunicarte que esos son una millonésima parte del total, unos pocos elegidos (no sé exactamente por quien). La creatividad (y la salud) de los artistas también se agota cuando su vida consiste en trabajar 8 o más horas al día, sin saber si llegarán a fin de mes.
Como en relación al planeta, en este espacio que es el mercado de la música, también ha llegado la hora de parar y pensar. No sabemos exactamente cual es el camino, o los caminos, para una nueva era que se impone construir. Sí sabemos que los modelos que tenemos frente a nosotros, ya no funcionan. Por lo menos de forma sustentable, pero sustentable para todos, y no apenas para los que se han pasado la vida explotando artistas y fabricando millones.
¿Alguien tiene una idea? Nosotros tenemos algunas. Y – ahora – un espacio para debatirlas. Se llama PYLEMUSIC. Pyle, del griego: “portones”. Si quieres entrar, están abiertos.
Democratização da informação, da cultura, da música… estamos nessa. Veja o vídeo abaixo e saiba o que é e como funciona a licença Creative Commons:

Imagem: Rocking the Free World, de Michelle, no Flickr – CC-By-NC-SA
Sim, combina!
A música sempre esteve ligada a questões sociais, ambientais e políticas. Música não é só melodia ou som, é também voz… são palavras, mensagens, protesto, amor e paixão…
Não podemos deixar de lembrar de tantos movimentos realizados por artistas do mundo todo: pela paz mundial, fome na África, cura da AIDS… são tantos e todos os dias quase, desde sempre…
Fica claro que a música transmite sua mensagem: de amor ou ódio (depende do ponto de vista); de esperança ou paixão. É por isso que nosso projeto, construído com o esforço de nossa equipe, estará intimamente ligado a estas questões.
Queremos não só oferecer aos músicos e bandas de todo o mundo uma opção diferente de colocar seus produtos na internet. Queremos que nossa plataforma permita tanto ao artista quanto ao público participar ativamente de ações para fazer do mundo um lugar melhor.
É o nosso jeito de fazer a nossa parte para melhorar as relações humanas e ajudar a construir uma sociedade mais justa e sustentável. Uma iniciativa diferente para que as futuras gerações possam curtir esse planeta como nós curtimos no passado e neste presente e que está em risco!
O PyleMusic não é só falar, em breve faremos a nossa parte para transformar o mundo e colocar em prática o que achamos ser justo para a arte, para o consumidor e para o autor. Vocês vão ficar aí parados? Venham nos ajudar a construir um mundo melhor!

199- Music is Music por Mikey aka DaSkinnyBlackMan no Flickr em CC
Faz muito tempo que acompanho o mercado de música e tem me chamado a atenção os modelos adotados pela indústria fonográfica para continuar extorquindo o consumidor, explorando o artista e privando a humanidade de conhecer música boa e nova em quantidade. Contiuam, ainda, a tentar impor o que consideram ser bom para seus ouvidos em troca do lucro fácil e rápido… também não irei me estender aqui falando do jabá, prática já bem conhecida e por demasia já comentada mundo afora.
A cada dia surge um “novo” negócio on-line de música, oferecendo música “gratuita” para se ouvir. Por detrás da chamada música gratuita encontram-se pequenas mensalidades ou até anuidades para se ouvir música por streaming e , às vezes, até baixar os catálagos de segunda destas gravadoras. Vocês já pensaram em pagar para ouvir rádio?
Artistas e consumidores, poderiam olhar um pouquinho mais adiante e notar que existem outros negócios já a pleno vapor, menos onerosos para seus bolsos e para a cultura do planeta.
Grandes sites que davam espaço para a “música da maioria”*, mas que acabaram por se render ao enorme catálogo das grandes gravadoras, abandoram quase que praticamente os artistas chamados por elas de “independentes” que faziam daquele espaço sua esperança de fazer bons negócios e divulgar seu trabalho.
Existem ainda boas alterantivas para a música da maioria e para a liberdade de criação e disseminação da cultura, basta procurar um pouquinho fora do tradicional da internet, fora do apelo forte da mídia paga. A cada mês que passa vemos novidades bem bacanas surgindo pelos quatro cantos do planeta. Vamos sair do convencional e do aparentemente fácil. Vamos mudar. Nós podemos.
* Música da maioria é um termo usado por mim, neste momento, para o que chamo de música livre, substituindo o termo música independente que foi um termo cunhado pelas gravadoras para “diminuir” o músico que não tem contrato com “majors”, assim como, o termo tende a “miniaturizar” a concorrência de gravadoras que estão fora da cartelização desse mercado.