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Arquivo de Posts de outubro, 2009»

  1. O som da Véspera

    Publicado em 27 de outubro de 2009 às 4:05 PM Autor: Gerson Ramos

    Véspera 02

    A Banda Véspera de Porto Alegre/RS foi-me apresentada pelo Raphael da OK:ROCK!, e surpreendeu pela pegada forte, ótimas letras e maturidade do som.  Eu gostei na primeira audição. O bom e pesado rock e as boas baladas fazem a diferença dessa banda gaúcha, tanto que abrirão o show do Faith no More dia 3 de novembro, no Pepsi on Stage em Porto Alegre, é mole?

    Por mais difícil que possa parecer a tarefa de encontrar as palavras para tentar definir ou situar esteticamente o trabalho de uma banda, é chegada a hora de ela mesma romper esta barreira e fazê-lo. E a Véspera admite que este é um desafio que sempre se impôs, e isso está claro nas melodias e nas próprias letras da banda. A verdade é que compor músicas sobre a vida e a morte, o amor e o ódio e as demais antíteses nossas do dia a dia, cala fundo na consciência de cada integrante, o que acaba fazendo da experiência de tornar estes dilemas públicos através da música o saudável exorcismo de culpas e tragédias pessoais rumo à felicidade.

    Assim, de melodias que vêm de sustos ou de exaustivas repetições, e de letras que vêm da dor de se viver ou da certeza de se morrer, nasce a Véspera. Desse jeito mesmo, cheio de traumas, angústias e preocupações. Está tudo ali, traduzido no som: dois discos, e o segundo mais próximo do que um dia a banda ainda vai ser. As cinco músicas que, numa primeira audição, doem na alma e afugentam as alegrias, mais tarde se revelam fonte da mais pura esperança, o que, no final, é tudo o que importa ser mantido.

    Assim, de melodias que vêm de sustos ou de exaustivas repetições, e de letras que vêm da dor de se viver ou da certeza de se morrer, nasce a Véspera. Desse jeito mesmo, cheio de traumas, angústias e preocupações. Está tudo ali, traduzido no som: dois discos, e o segundo mais próximo do que um dia a banda ainda vai ser. As cinco músicas que, numa primeira audição, doem na alma e afugentam as alegrias, mais tarde se revelam fonte da mais pura esperança, o que, no final, é tudo o que importa ser mantido.

     

    A Véspera foi formada em Porto Alegre/RS no ano de 2007 por Lucidio Gontan (voz), Marcelo Reichelt (guitarra), Vinicius Ferrari (guitarra), Eduardo Da Camino (baixo) e Renato Siqueira (bateria).

    Foi banda residente do Art&Bar em Porto Alegre por quase um ano, onde fez o pré-lançamento em julho passado de seu EP, que pode ser baixado aqui e onde vocês poderão curtir as músicas: A Maldade, Não Uso o Coração, Falta Acontecer, Sobre esses Dias, Odiar Ninguém e apreciar a arte de capa e contra-capa do EP. Mais algumas boas músicas da banda vocês podem curtir no próprio site.

    Contato para shows:

    bandavespera@gmail.com
    (51) 98082702 (Marcelo) e (51) 81629242 (Vinicius)

    Para encurtar o caminho, vocês podem ouvir e baixar aqui mesmo as músicas Não Uso o Coração e A Maldade.

     
    icon for podpress  Não Uso o Coração [4:55m]: Play Now | Play in Popup | Download

     
    icon for podpress  A Maldade [4:24m]: Play Now | Play in Popup | Download
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  2. Votação da PEC da Música adiada para o dia 28…

    Publicado em 22 de outubro de 2009 às 12:46 PM Autor: Gerson Ramos

    Como tudo nesse país que é importante para a sociedade fica para depois na área política, não poderia ser diferente na votação da PEC da Música. Porquê foi adiada para o dia 28 de outubro? Não precisamos falar nada ou procurar entender o porquê, basta vermos o vídeo do programa CQC, postado no Youtube, para termos uma idéia de tudo. A antiga e tradicional tática da falta de quorum fica bastante clara nesse vídeo.

    Mas apesar do aparente desinteresse da maior parte da classe política pelo tema, pois temos deputados bastante engajados nesse assunto, posso acreditar que a ida de amigos, músicos, produtores e demais trabalhadores e amantes da música, que destinaram um tempo e dinheiro preciosos de suas vidas para se deslocarem até o congresso nacional, valeu demais para esclarecer a estes deputados que sequer sabem a pauta do dia quando chegam em seu “trabalho”, como mostra  video do CQC, de mostrar a importância que tem a decisão de aprovar essa lei para a cultura brasileira.

    Independente do assunto ser para os mais radicais um incentivo para a indústria fonográfica, eu discordo. A PEC da Música é uma avanço para o setor como um todo, porque não é apenas o “meanstrean” da música brasileira que é beneficiada por esta Lei, porque todo o artista independente que trabalha com mídias físicas também será beneficiado. A questão está, no meu entender, em acharmos soluções que garantam negócios justos para a música como um todo, sem que o artista necessite entrar no esquema “jabazistico” da indústria fonográfica.  Muita coisa tem que melhorar e novos modelos surgirão, mas a votação dessa Lei é um importante passo para que a música chegue, independente da fonte, a maioria da população por um preço mais justo e viabilize projetos culturais. As grandes gravadoras precisam fazer sua parte e deixarem de serem “olho grande”, mas o grande avanço para o mercado da música realmente virá do lado independente do mercado. É esperar para ver.

    Esta PEC da música (PEC 98/07) isenta todos os tributos de CDs, DVDs musicais da produção brasileira. Deixarão de incidir importantes impostos como ICMS, IPI, ISS e outros que por venturam venham a ser criados e que vinham ajudando a encarecer a midia física e sua distribuição em território brasileiro.

    Bom, vamos em frente, todos que puderem que estajam novamente na Câmara dos Deputados em Brasília. Boa sorte a música brasileira!

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  3. A PEC da Música Brasileira será votada neste dia 21 na Câmara dos Deputados… compareça!

    Publicado em 20 de outubro de 2009 às 12:07 AM Autor: Gerson Ramos

    Dia 21 de outubro, quarta-feira, será votada em Brasilia, exatamente às 14h, a PEC 98/07, conhecida como a PEC da Música. Um grande avanço e uma enorme força para a música brasileira.

    Esta PEC isenta todos os tributos de CDs, DVDs musicais da produção brasileira. Deixarão de incidir importantes impostos como ICMS, IPI, ISS e outros que por venturam venham a ser criados e que vinham ajudando a encarecer a midia física e sua distribuição em território brasileiro.

    Músicos, cidadãos, amantes de música e todos que puderem comparecer em Brasília ou contatar o representante político de seu Estado a votar favorável, irão estar ajudando a música a chegar mais longe aos ouvidos de todos os brasileiros a preços realmente mais justos, mas claro, as gravadoras devem também fazer a sua parte.

    São necessários 308 votos de 513. Vamos lá!

    Vamos todos lutar de 21 de outubro, nesta quarta-feira em Brasilia, por uma música para todos.

    Mais informações em:

    Dúvidas: Gabinete do Deputado Otavio Leite (autor da proposta)
    Em Brasília: (61) 3215-5437
    No Rio de Janeiro: (21) 3388-6240
    E-mail: tatiana@otavioleite.com.br / gabinete@otavioleite.com.br
    Saiba mais: http://www.otavioleite.com.br/pesquisa.asp?q=pec+da+musica

    http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/4074

    http://www.pecdamusica.com.br/

    http://twitter.com/pecdamusica

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  4. O “power” rock do Octane

    Publicado em 18 de outubro de 2009 às 12:56 PM Autor: Gerson Ramos

    octane

    O “power trio” Octane de Guarulhos/SP mostra seu rock pesado aqui no blog do PyleMusic.

    A banda formou-se no final de 2008 entre os amigos Paulo Henrique e Hugo Junior, sintetizando os desejos dos integrantes de ter um som de forte pegada.

    O nome Octane, no português significa octana, o índice que determina o quanto o combustível pode ser comprimido no motor, quanto maior a taxa de octana, ou octanagem do combustível, mais pode-se comprimi-lo no cilindro, com isso maior potência é gerada.

    A “line up” da banda tomou forma ainda no final de 2008 quando Daniel assumiu os baixos, mais tarde ele sairia e abriria espaço para Alexandre Negroove, que adicionou o que faltava ao “power trio” se integrando em meados de junho de 2009.

    O Octane encontra-se atualmente finalizando seu EP, e cai na estrada enfurecidamente para levar o seu som e suas mensagens realistas a quem curte um som pesado objetivo e melódico.

    A banda é composta por:

    Paulo Rodrigues (PH) no Vocal e Guitarra
    Hugo Freitas (Jú) no Bateria
    Alexandre Santiago (Negroove) no Baixo

    PH, além de vocalista, guitarrista e compositor da banda também é um talentoso e premiado ilustrador brasileiro de mangá que realiza muitos trabalhos maravilhosos para o exterior. Saiba mais um pouco do PH aqui, aqui e aqui.

    Contatos para a Banda com Alexandre Negroove:
    (11) 2037-9059/ 7024-9646
    negroove@hotmail.com

    Você pode conhecer mais do trabalho da banda aqui, aqui e aqui.

    Ouçam e baixem aqui mesmo as músicas Anjo ou Demônio e Risco Calculado.

     
    icon for podpress  Anjo ou Demônio [3:51m]: Play Now | Play in Popup | Download

     
    icon for podpress  Risco Calculado [4:39m]: Play Now | Play in Popup | Download
    Já comentaram: 9 Pessoas Categoria(s): Mercado Música
  5. Leoni conta as histórias do “jabaculê” em seu blog Música Líquida…

    Publicado em 12 de outubro de 2009 às 3:34 AM Autor: Gerson Ramos

    foto: Toban Black - Flickr  sob Licença Creative Commons 2.0 (BY - NC

     A polêmica do jabá é grande, e a prática é antiga em boa parte dos meios de comunicação de massa. Todo mundo sabe como funciona, mas poucos possuem a propriedade para falar da “coisa”. Mas estou acreditando que a classe artística, na sua maioria que fica de fora do processo “das massas” por conta desse jogo desleal, cansou de deixar por isso mesmo.  É o que parece estar nos comentários do post do Leoni lá no Música Líquida à respeito desse tipo de prática nociva, e os cometários também são de gente que sabe do que está falando!

    Coincidentemente postei alguns dias atrás a última e inédita música lançada pela banda pelotense de rock Meigos, Vulgos & Malvados, chamada de “A vingança do Jabaculeiro” que trata do mesmo tema e de forma bastante contundente e energética. Vale ouvir e baixar aqui mesmo no blog!

    A prática do jabaculê é nefasta e representa um atraso para a cultura de qualquer país. É muito sério, e a sociedade, a maior prejudicada com este tipo de negócio que a afasta da enorme diversidade que é a cultura, precisa combater definitivamente está prática! 

    Estou acompanhando os comentários ao post do Leoni em seu blog Música Líquida sobre as histórias da prática do jabá no mercado de música brasileiro, e fiquei bastante entusiasmado com a idéia de se estar debatendo abertamente e democraticamente um assunto tão sério e tão prejudicial para a maior parte dos artistas e autores da música brasileira. 

    A internet tem um papel importante, também, contra esse tipo de ação. É ela a ferramenta que possibilita ao artista “contornar” a falta de espaço nos meios de comunicação de massa ocupados em sua maioria pelo jabá (sem generalizar, por favor!), dito isso, por quem conhece do que está falando. Um dos comentários que me chamou a atenção foi o do nosso Luiz Caldas, mostrando com toda a propriedade, que a internet é o caminho que ele achou para “driblar” o jabá e continuar a nos presentear de forma justa com sua música e de tantos outros grandes nomes da música brasileira. Cada vez fica mais evidente que a internet deve ser preservada livre para que todos os artistas tenham ali seu espaço e possam desenvolver seus negócios de forma justa e ampla. 

    Precisamos construir meios na internet para que artistas, produtores e demais trabalhadores da arte e da cultura possam ter um espaço justo e democrático para trabalhar e fazer seus negócios livremente e sem a interferência de ações desleais como a do jabá, por exemplo. Nós do PyleMusic acreditamos ser possível construir negócios justos e amplos na internet e estamos trabalhando forte para fazer isso acontecer com nossa própria plataforma, que em breve estará no ar. Junte-se a nós também e colabore na construção de nossa plataforma para um futuro da música justo e solidário. 

    Abaixo publico na íntegra o artigo do Leoni e convido aos amigos e seguidores aqui do nosso blog a visitarem o Música Líquida para engrossar o debate sobre o assunto, que considero de extrema importância para sociedade brasileira, enfim, isso influência diretamente a construção e o futuro da cultura de um país, refletindo, inclusive, na formação de um povo. Será que tô exagerando?

     

    As Histórias do Jabá – Yes, nós temos jabá!!

     

    Dentro de alguns dias vou lançar meu e-book gratuito, “Manual de Sobrevivência no Mundo Digital”, baseado nos artigos que escrevi sobre o assunto no blog do meu site.

    As críticas e comentários de vocês me ajudarão a formatar um livro que pretendo lançar fisicamente – dando os devidos créditos, é claro.

    Relendo para fazer correções, achei esse trecho interessante sobre jabá, que mostra como ele ajudou a dinamitar a indústria da música e a torná-la irrelevante – e desnecessariamente cara.

    Resolvi então colocar no Música Líquida para degustação de vocês.

    As histórias do jabá

    Quando a maioria das rádios se interessava por música, o lançamento de um artista importante era disputado a tapa pelas principais emissoras. Todas queriam exclusividade. Por exemplo, quando a Warner ia lançar um novo single da Madonna, procurava saber que rádio estava em primeiro lugar na audiência em cada cidade importante e dava a esta uma ou duas semanas de exclusividade de execução. Com tal privilégio a rádio era beneficiada com ainda mais audiência interessada em ouvir em primeira mão a nova música da artista. Um jogo com vários ganhadores: a gravadora, o artista e a rádio beneficiada. Com isso a gravadora conseguia convencer as rádios a tocarem outros artistas do seu cast. A moeda de troca era música.

    Há alguns anos atrás, quando os CDs vendiam horrores e o jabá imperava, se Deus, pessoalmente – o Deus que você quiser -, viesse à Terra para visitar uma emissora de música jovem com retransmissoras por todo o território nacional e dissesse que compôs uma canção divina, com melodia sublime, uma letra celestial, embora escrita em linhas tortas, e que, na sua banda, o solo de guitarra foi tocado pelo Jimi Hendrix, o de trompete pelo Miles Davis, nas guitarras e nos backing vocals ele contou com John Lennon e George Harrison, que a Janis Joplin, a Cássia Eller, a Elis Regina, o Tim Maia e o Elvis Presley completaram o coro, ele ouviria um muxoxo desinteressado e algumas frases sobre a canção não se adaptar ao perfil da rádio, que os artistas não são jovens, que faz tempo que eles não lançam nada novo, que o programador tem que escutar, mas que tem muita coisa esperando na fila e no final viria uma sugestão de “promoção” que ficaria entre R$ 30.000,00 e R$ 50.000,00 para 40 dias de execução, duas vezes por dia e algo sobre renovar o “acordo” depois disso. E a música? Provavelmente nem seria ouvida. Porque isso não é mais o que importa.

    Claro que essa postura fez com que, cada vez menos, esse seja um veículo para descobrir artistas interessantes e diferentes. O veículo ficou mais importante que o seu conteúdo.

    O custo do jabá

    Essa também foi a razão do CD, que como produto é mais barato que o vinil, ter ficado tão caro. Imagine que você tenha que divulgar um artista de grande porte e que, só na rádio, você vai “investir” R$ 500.000,00. Se a previsão de vendas é de 500 mil discos a “promoção” já encareceu um real cada exemplar. Se pusermos em cima disso o lucro do vendedor (mais um real) e impostos, o CD tem que custar R$ 2,50 a mais, pelo menos. Mas quantos CDs vendem essa quantidade? Os que vendem têm que pagar pelos que não vendem. Como eles acertam um em cada dez, a conta vai ficando salgada.

    foto: Toban Black sob Licença Creative Commons 2.0 (BY – NC)

    Já comentaram: 2 Pessoas Categoria(s): Mercado Música

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