
Por algumas razões, prefiro adotar a expressão “consciência ambiental” do que “consciência ecológica”. Acho que a primeira é um pouco mais abrangente (ou ao menos tenta ser), pois me parece que tenta inserir o ser humano como parte indissociável daquilo que deva ser um ambiente ecologicamente equilibrado. Tanto que hoje em dia já se fala e escreve em Direito Ambiental do Trabalho, por exemplo.
Esta impossibilidade de dissociação do ser humano do ambiente natural e ecologicamente equilibrado é fato. O homem, queiram ou não, faz parte desse sistema. E esse sistema foi desenvolvido e estruturado por ele e já contando com ele. O seu eventual desaparecimento, podem ter certeza, acarretaria também sérios desequilíbrios na balança da mãe-natureza, mesmo que contornáveis por ela própria. Pois a vida sempre encontra um jeito, como dizia um personagem biólogo do filme Jurassic Parck. No mais, para quem queira aprofundar o tema, recomendo a leitura de “O Mito Moderno da Natureza Intocada”, de Antonio Carlos Diegues.
Contudo, o outro fato é que estamos vendo e sofrendo o resultado de nossa má-interação com o ambiente em que vivemos e do qual fazemos parte. Eis o fato negativo. Então somos maus em essência? Somos inimigos do meio natural desde que nascemos? Nossa existência e bem-estar são incompatíveis com a natureza? Não, ao contrário, é óbvio!
O que fazer então? Modificarmos totalmente o nosso modo de vida, e voltarmos para as cavernas, tribos e aldeias? Impossível. Somos muitos, e a caça e a colheita de frutas não dariam para todos. Talvez o desastre ecológico daí advindo fosse ainda pior. Radicalismos sempre foram as piores e mais burras respostas a um problema real.
Mas como “salvar” a Terra das nossas inconseqüências? Bom, em primeiro lugar, e sinto muito dizer isso, a Terra não precisa ser salva de nós, seres humanos inconseqüentes. Falei acima que “a vida sempre encontra um jeito”. COM ou SEM nós. Como naquela piada que a mulher fala para o marido que sexo na casa deles é feito todos os dias, com ou sem ele. Portanto, “consciência ambiental”, não inicia com essa visão estreita de que estamos “salvando” a Terra. Não, muito ao contrário, estamos, sim, salvando-nos! Pois o planeta vai dar um jeito, seja daqui a 1.000, 500.000 ou 1.000.000 de anos, a vida, ainda que seja sob a forma de uma simples plantinha, poderá retornar. Já a existência humana… é outro assunto.
Apesar de tudo que já ocorreu e nos fez chamar a atenção para o nosso modo de agir, creio que ainda está em tempo de salvarmos a nós mesmos, resguardando o ambiente que vivemos e de que tanto necessitamos. E como fazer isso?
O presente artigo não tem por objetivo servir de roteiro para atuações pessoais “ecologicamente corretas”. Sobre isso, sejamos francos, existem inúmeras campanhas e informações, inclusive na grande mídia. Basta a pessoa querer e procurar se informar.
Uma das máximas nessa questão é “pensar globalmente e agir localmente”. E nada mais acertado, convenhamos.
Assim, e só a título de exemplo, indago: você já comprou uma sacola retornável para as compras de supermercado (problema do excesso de sacolas plásticas nos aterros de lixo)?
Se você disser “não”, porque não quis, problema seu. Se você disser “sim”, ok. Mas se você responder “não”, porque já era desde a muito um consumidor consciente e sempre ia nos supermercados com sua boa e velha sacola de nylon listrada e colorida, comprada nos anos 80, e vou dizer… “Putz! Você fez a sua parte”. Mas será que agora não seria o momento de pagar apenas R$ 2,00 (pela sacola retornável) para conscientizar e difundir essa idéia nos outros consumidores? “Ah, mas alguém está ganhando com a tal sacola nova!?” Infelizmente, sim, é verdade. Mas até onde você iria para agir localmente? R$ 2,00? R$ 5,00? R$ 100,00? Quanto vale o seu futuro?
Milton!
Eu uso sacolas de pano. E fiz sacolas de pano. Pintei uma flor, escolhi um tecido bem bonito e fiz. E dei de Natal pra família toda
.
Mas acho que ninguém usa… :O
É a vida. Um dia a gente aprende. I hope so.
Ótimo o blog, ótimo tudo.
Beijo
Dani
Pois é, né, Dani!
Pequenas ações, ações localizadas, é que fazem a diferença (no final, como um todo somatório, da mesma forma que poluímos, pois é uma pilha aqui, uma sacola plática acolá, etc., etc., etc.
Sempre pensamos: milhões de outros fazem, por que então vou fazer? Minha atitude é mísera frente à realidade aí existente. Vai adiantar alguma coisa a minha atuação positiva e consciente?
Bom, sinceramente, cosiderando as toneladas e toneladas de lixo que produzidas diariamente, além da precária tecnologia existente em aproveitar QUASE TUDO ISSO jogado fora por dia, de fato, dá vontade de desistir!
Entretanto, em termos de “consciência ambiental” temos que necessariamente pensar nas futuras gerações. Aliás, serão elas quem enfretaram o maior problema e deverão, obrigatoriamente, para sua salvação, incorporar a CONSCIÊNCIA AMBIENTAL.
Para eles, isto é, a nova geração, talvez seja um crime mais grave não selecionar corretamente o lixo do que dirigir embriagado (tomando como exemplo a “coqueluche” jurídica de momento).
Enfim, tudo muda, as necessidades mudam, os próprios paradigmas mudam…
Estejamos preparados!
Na minha escola vamos fazer a feira da arte e o tema é “Meio ambiente”.Nossa equipe ficou com assunto Conciência Ambiental!
E esse blog é muito bom para tirar as nossa duvidas e saber mas o que é Conciência Ambiental!
Ameii♥
Bjos:)
Lóryh
Oi Lorena, muito obrigado pelo seu comentário. Ficamos felizes por fazermos parte de seu contexto e podermos ajudar em questões tão importantes como essa. Ficamos a disposição. Abraços e sucesso na tua jornada…