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  1. Como anda o projeto PYLEMUSIC ? Vai bem, muito bem…

    Publicado em 2 de agosto de 2010 às 11:41 AM Autor: Gerson Ramos

    Evil Eye BeadFoto de Isarao – Flickr

    São anos de luta, mas não desistimos. Estamos lutando depois de muitos problemas, principalmente com pessoas que passaram pelo projeto com a bandeira da colaboração e da ajuda mas que nunca cumpriram aquilo com o que se comprometiam, fazendo-nos atrasar por anos este projeto, apesar de todas as dificuldades e do descompromisso e negligência profissional de algumas pessoas, continuamos firmes. A partir de agora tomaremos um caminho mais certo e seguro, o qual, certamente, colocará em breve no ar o sistema em plenas condições. Teve gente que após sair do projeto, ainda teve a coragem de ameaçar e falar com todas as letras que este projeto jamais sairia do papel. Sinto muito aos caras maus e de maus olhados, mas o projeto saiu do papel faz tempo já. Essas pessoas passaram, são passado e com elas seu maus agouros se foram também. Agora é vida nova e olhar para frente.

    Nestes anos também batemos nas portas de alguns investidores e o que encontramos foram pessoas com medo de investir na internet e investidores que não querem na verdade nenhum risco, mesmo com um projeto totalmente viável, isso também colaborou com atrasos, pois tínhamos expectativas. Até agora estamos desenvolvendo tudo com nossos próprios recursos que são escassos, mas estamos mostrando a nós mesmos que é possível, mesmo aqui no Brasil, construir algo grande e novo com a própria força de vontade e luta incansável.

    As grandes novidade ainda agora antes do lançamento no ar do portal PYLEMUSIC foi o fechamento da parceria com a FUNDAÇÂO VITÓRIA AMAZÔNICA (FVA), uma Entidade com mais de 20 anos de trabalhos sérios na Amazônia brasileira, e que irá representar no portal PYLEMUSIC as ações para a melhoria do meio ambiente brasileiro e mundial com seu trabalho na Amazônia, que representa o pulmão do nosso planeta com sua biodiversidade imensa e natureza exuberante.

    Juntamente, e tão importante quanto cuidarmos do meio-ambiente é cuidarmos do próximo, do ser humano, e para isso fechamos também uma linda parceria com o INSTITUO DO CÂNCER INFANTIL DO RIO GRANDE DO SUL. O ICI-RS é uma das mais importante instituições do Rio Grande do Sul no cuidado e ações para crianças portadoras de câncer e uma referência em nosso país.

    Com a participação destas duas nobres instituições o PYLEMUSIC completa e formata uma parte importante de seu projeto e ajuda à música e ao mundo.

    Em breve teremos novidades e o mais importante de tudo, teremos uma ferramenta livre para ajudar a música a ser livre e os músicos, compositores, autores, bandas e produtores a terem uma ferramenta revolucionária na internet em suas mãos para exercer com dignidade sua profissão e terem seus ganhos de forma justa e contínua.

    Aos consumidores e fãs de música teremos muita música de graça e a preço justo também, ao mesmo tempo que ajudamos o mundo a ficar melhor.

    Desejamos sucesso a todos que verdadeiramente nos ajudaram até aqui. Vamos em frente…

    Saiba mais da FVA aqui.

    Saiba mais do ICI-RS  aqui.

    Já comentaram: 0 pessoas Categoria(s): Geral, Meio Ambiente, Mercado Música, Responsabilidade Social
  2. Uma luz acesa à liberdade da música em 2010

    Publicado em 29 de dezembro de 2009 às 11:13 AM Autor: Gerson Ramos

    candle

    Foto de Rickydavid sob licença CC BY-NC-ND

    Desejamos para todos nossos amigos, seguidores, familiares, aos que ajudaram seus semelhantes e nosso planeta, aos músicos que por aqui passaram e para todos os músicos do planeta um 2010 repleto de realizações, muito amor, muita paz e muita música.

    Este próximo ano será um grande desafio para nossa equipe que espera poder fazer sua parte para a democratização da música, para o planeta e para a sociedade e para dar uma base maior de negócios livres aos artistas e bandas de todos os gêneros.

    Desejamos um gigantesco sucesso a todos que estão conosco e acreditam em nosso projeto.

    Já comentaram: 2 Pessoas Categoria(s): Geral
  3. Sérgio Rojas: ainda bem que ele sabe voar

    Publicado em 18 de dezembro de 2009 às 12:42 PM Autor: PyleMusic.com

    Por Paulo Tiaraju

    Na sexta feira passada, estive no estúdio do Sérgio Rojas para acompanhar a gravação de um áudio, coisa simples. Mais tarde, o Sérgio Rojas começou a nos mostrar uma trilha que ele havia composto e executado para um filme argentino, e outra para um rodado na Espanha, se entendi bem, mas o que menos importa são os países.

    Eu estava distraído ali no estúdio e, de repente, fui envolvido por um fluxo de imagens musicais, da magnitude de uma sinfonia cósmica, mas com a simplicidade de um rock rural, não sei dizer de modo explícito. Melhor falar da sugestão das imagens que a trilha me revelou, porque música, quando não cabe em si mesma, nos arrasta com ela para um lugar infinitamente maior do que a casinha em que a gente mora.

    Perplexo, eu olhava para Sérgio Rojas (e a trilha sendo despejada nas potentes caixas de som) e juro que vi um maestro que regia a Filarmônica de Berlim com a mão esquerda e, com a direita, puxava rifes de guitarra, longos e dolorosos, de uma saudade da imensidão do campo, de uma surpresa Cinema Paradiso. Não tivesse a música esse poder de comoção, eu diria que o Sérgio Rojas botou alguma coisa na minha bebida.

    Estou tentando dizer dos sentimentos, das imagens sugeridas pela da trilha de um filme que não vi, mas vi amores que quase deram certo, vi a solidão das megacolmeias urbanas, a moça da janela acesa é um pontinho que se joga do 54º andar. O glamour triunfa numa catedral transformada em boate metrossexual, com suas criaturas em danação, e logo escorre pelo ralo e dá lugar aos tambores sul-americanos para celebrar a voz de La Negra, por arranjo e obra de um Sérgio Rojas, criado pela avó que, além dos esconjuros benfazejos, desvendou para ele a maldição lisérgica das fronteiras, qualquer fronteira, em especial daquela que separa os “loucos”, geniais e produtivos, da tal “sanidade”, louca por dinheiro, infeliz de pedra por não ter acumulado a grana que sempre sonhou e nunca teve. É o risco no chão, gracias, o grito que vem da planície como eco na cordilheira, a música gaúcha no universo pop star, como eu nunca havia percebido na minha vida. Eu sei, Sérgio, eu sei, tá dificil de caminhar. Voa meu irmão, companheiro, amigo de fé, camarada. Voa, o teu lugar é no topo da montanha.

    Já comentaram: 1 Pessoa Categoria(s): Geral, Mercado Música
  4. O resultado do 1º FMPB e o Manifesto Música para Baixar (MPB)

    Publicado em 13 de julho de 2009 às 11:57 PM Autor: Gerson Ramos

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    1º Forum Música Para Baixar – Porto Alegre/RS

    Da esquerda para a direita: Leandro Anton do Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, Fernando Rosa (SenhorF), Viviane Rosa Querubim do Instituto Paulo Freire e Gerson Ramos

    Após o 1º Fórum Música para Baixar, realizado em Porto Alegre/RS paralelamente ao FISL 10, a correira do dia-a-dia voltou e pouco tempo tive para falar a respeito aqui no blog, mas agora consegui me reorganizar em parte e voltarei a publicar com mais frequência por aqui, espero… :-)

    O resultado do 1º Fórum MPB foi excelente, com debates de alto nível e esclarecedores a respeito do que se trata o Música para Baixar e os desejos de músicos e autores de se libertarem das amarras do velho modelo de mercado da música.

    O Manifesto desse movimento, escrito por várias mãos já atuantes do Movimento MPB, está já concluido e  arrecadando assinaturas e adesões. Para artistas, músicos, compositor@s, fãs, pesso@s em geral, geeks, cidadãos e cidadãs desse país que acreditam na liberdade e na música livre assinem lá e vamos todos aderir ao Movimento que debaterá no Brasil o Futuro da Música, o direito autoral atual e suas consequências para a sociedade do futuro. Vamos lutar para melhorar as relações humanas e pela descriminalização do compartilhamento da música, porque não tem sentido proibir a todos de serem livres, inclusive e principalmente artistas e compositor@s. O Movimento Música para Baixar é a favor do artista, do músico, do compositor, do mundo livre, da cultura livre, da maioria.

    LeoniNo evento estiveram presentes músicos de vários lugares do Brasil, bandas muito bacanas, produtores  muito legais e pessoas da maior competência e qualidade. Só tenho elogios. O Teatro Mágico nas pessoas maravilhosas dos manos Gustavo e do Fernando Anitelli, cabeças de tudo e de todos, e claro, sua maravilhosa e profissional trupe, Leoni cara genial e muito especial, GOG maravilhoso e senhor da palavra, Banda Nuvens representada pelo querido e agora amigo Raphael agitando o MPB no Paraná, Sol na Garganta do Futuro, caras muito bacanas do maravilhoso Fabricio Noronha, Coyote Guará e seus bluseiros em especial pelo contato com o Deivi Khun e o querido e amigo produtor Luis Ramirez da Midia.com, Richard Serraria, Marcelo Cougo e toda a galera da BataclãFC que detonaram nos shows, O “viralata” multimidia e genial Eduardo Ferreira (Casa Brasil – Unidade Mato Grosso/ MT), Fernando Rosa o SenhorF em cima de toda sua experiência e gentileza, a divertida e especial Jaqueline Fernandes de boneca incomparavelmente linda (palavras do Fernando Anitelli no elevador), Juca Culatra com seu reggae e seu coração maravilhoso, maravilhosa e divertida rapper Kalyne Lima que faz um trabalho de primeira com seu AfroNordestinas, Mateus Zimmermann e sua atitude verdadeiramente jornalística de apoio a tudo, Pablo Capilé genial vice da Abrafin, Moyses Lopes (Camerata Brasileira), Ellen Oléria, Luana Vilutis do Instituto Paulo Freire, José Vaz do MinC, Marcelo Branco que garantiu as honras pra galera no FISL e muito mais, Everton Rodrigues, grande parceiro, grande articulador e grande responsável pela organização e sucesso do evento junto com todos dem@is, pesso@l do software livre e organizador@s e assessor@s impecáveis do FISL e muitos e muitas outras pesso@s bacanas que se as esqueci de citar aqui, as lembro no coração.

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    1º FMPB – Porto Alegre/RS – Show no Teatro do CIEE – GOG, Ellen Oléria e Kalyne Lima

    Na mesa de debate em que participei, que teve como tema “Democratização da comunicação e distribuição de conteúdos culturais alternativos”, que ocorreu no dia 26 de junho, na Casa dos Bancários, no centro de Porto Alegre, ilustrada na foto inicial deste post, se debateu em cima das necessidades dos artistas e o uso das ferramentas na internet para que alcancem seu objetivo, onde me concentrei em falar da importância do artista nesse processo de mudanças, de como é importante para o artista mudar sua visão e postura frente ao novo, buscando exemplos em quem está sabendo usar a internet de forma sustentável como o Teatro Mágico, Leoni, GOG e SenhorF e muitos outros, e da importância da interação direta com o público. Também citei a necessidade de se viabilzar plataformas tecnológicas que tragam realmente condições de negócios para os artistas e que usem do conceito e recursos que a internet possui, que é o caso do PyleMusic, uma plataforma que estamos construindo para suprir essas necessidades, pois acreditamos que o futuro da música é livre e independente e o artista precisa ter o controle de seu próprio negócio de forma ampla e justa. Assim que estivere disponiveis os videos deste e outros debates, disponibilazeremos aqui no blog.

    O MANIFESTO DO MOVIMENTO MÚSICA PARA BAIXAR

    Após dias de debates intensos e muitos shows maravilhosos dessa galera toda, nasce o Manifesto do MPB, escrito por várias mãos e várias mentes capitaneadas por Leoni em sua versão formal. Formal, porque também existe a versão lúdica/poética confeccionada pela galera poeta que aderiu ao MPB desde seu início.

    No Blog do MPB, fica claro que o Movimento Música Para Baixar já é um sucesso. Com menos de 10 dias de existência, o Manifesto já tem mais de 480 adesões entre elas, além de todos citados acima, diversas pessoas e profissionais de diversas áreas, músicos e produtores independentes e músicos importantes da cena brasileira musical, como o Roger do Ultraje a Rigor, Paulo Ricardo, Leo Jaime, Ritchie, André Abujamra, e claro, o Leoni um dos principais ativistas desse movimento e responsável por trazer estes nomes para o MPB.

    Com as adesões crescentes do Manifesto Movimento Música para Baixar, fica claro que a maioria de artistas, autores e produtores de música, fãs e pessoas em geral sabem mais do que ninguém que a música é livre, e que o artista deseja essa liberdade mais do que ninguém.

    Vamos fortalecer o MPB, assinar o Manifesto e partir para o debate aberto e conclusivo das necessidades reais que importam à maioria da cadeia produtiva desse merccado e traçar os rumos do futuro da música.

    O PyleMusic esta apoiando 100% o MPB, e vindo para suprir muitas das necessidades que orbitam na cadeia produtiva da música, e acreditamos que estaremos em breve no ar para oferecer algo diferente e amplo para o mercado independente de música.

    Conheça aqui, na íntegra, o Manifesto Movimento Música para Baixar:

    É a partir do surgimento da democratização da comunicação pela rede cibernética, que a conjuntura na música muda completamente.

    Um mundo acabou. Viva o mundo novo!

    O que antes era um mercado definido por poucos agentes, detentores do monopólio dos veículos de comunicação, hoje se transformou numa fauna de diversidade cultural enorme, dando oportunidade e riqueza para a música nacional – não só do ponto de vista do artista e produtor(a), como também do usuário(a).

    Neste sentido, formamos aqui o movimento Música para Baixar: reunião de artistas, produtores(as), ativistas da rede e usuários(as) da música em defesa da liberdade e da diversidade musical que circula livremente em todos os formatos e na Internet.

    Quem baixa música não é pirata, é divulgador! Semeia gratuitamente projetos musicais.

    Temos por finalidade debater e agir na flexibilização das leis da cadeia produtiva, para que estas não só assegurem nossos direitos de autor(a), mas também a difusão livre e democrática da música.

    O MPB afirma que a prática do “jabá” nos veículos de comunicação é um dos principais responsáveis pela invisibilidade da grande maioria dos artistas. Por isso, defendemos a criminalização do “jabá” em nome da diversidade cultural.

    O MPB irá resistir a qualquer atitude repressiva de controle da Internet e às ameaças contra as liberdades civis que impedem inovações. A rede é a única ferramenta disponível que realmente possibilita a democratização do acesso à comunicação e ao conhecimento, elementos indispensáveis à diversidade de pensamento.

    Novos tempos necessitam de novos valores. Temas como economia solidária, flexibilização do direito autoral, software livre, cultura digital, comunicação comunitária e colaborativa são aspectos fundamentais para a criação de possibilidades de uma nova realidade a quem cria, produz e usa música.

    O MPB irá promover debates e ações que permitam aos agentes desse processo, de uma forma mais ampla e participativa, tornarem-se criadores(as) e gestores(as) do futuro da música.

    O futuro da música está em nossas mãos. Este é o manifesto do movimento Música Para Baixar.

    Já comentaram: 2 Pessoas Categoria(s): Direito Autoral, Geral, Mercado Música
  5. Programação do I Fórum Música para Baixar (MPB)– Porto Alegre 24 a 27 de junho/2009

    Publicado em 15 de junho de 2009 às 7:23 PM Autor: Gerson Ramos

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    De 24 a 27 de junho em Porto Alegre acontecerá o I Fórum Música para Baixar (MPB). Será o terceiro grande encontro do ano organizado pelo movimento. O primeiro foi no dia 15 de março, em Brasília/DF, onde mais de quarenta pessoas ligadas à música encaminharam o fórum em Porto Alegre, concomitante com o 10° Fórum Internacional de Software Livre. O segundo foi no dia 30 de maio na cidade de Guará/DF, onde 35 mulheres se mobilizaram contra o AI-5 digital e foi articulado por artistas, produtoras, militantes de alguns coletivos e jornalistas na Casa Roxa.

    Abaixo a programação completa do Fórum Música para Baixar que acontecerá agora em Junho em Porto Alegre/RS:

    Local: 24 junho às 16h e 25 de junho às 10h – PUC – Auditório da Famecos
    Local 2: 25 junho 14h, 26 e 27 – Casa dos Bancários – Rua General Câmara, 424 – Centro – MAPA

    24/junho

    Local: PUC – Auditório da Famemcos

    16h – A economia solidária da música livre

    Descrição: O Debate tem como objetivo discutir e divulgar os novos paradigmas da economia da musica e os novos modelos de negócios. Ao contrário da prática das grandes gravadoras que estão sendo afetadas pela interatividade da internet, e atualmente ainda insistem na criminalização das usuárias e dos usuários que baixam música, precisamos desenvolver iniciativas de cooperação onde os músicos e produtoras sejam remuneradas de forma justa e as usuárias de músicas adotem o consumo consciente. Diante disso, é preciso compreender melhor as propostas da economia solidária e desenvolver iniciativas para os agentes da música livre.

    Mediadora: Ellen Oleria – Cantora, compositora e instrumentista que mistura poesia em melodias contagiantes

    Debatedoras(es)

    • Pablo Capilé – Vice-presidente da Abrafin e coordenador de planejamento dos festivais Calango e Grito Rock e um dos fundadores do Espaço Cubo, instituto cultural cuiabano que desenvolve ações no campo da cultura em todo o Brasil.
    • Deivi Kuhn – Economista formado na UFRGS. Ativista do Software Livre e conhecimento livre. Trabalha implementando Software Livre no Governo Federal. Integrante da Banda Coyote Guará.

    25/junho

    Local: PUC – Auditório da Famemcos

    10h – Projeto de Controle da Internet

    Descrição: A Internet é uma rede de comunicação aberta e livre. Nela, podemos criar conteúdos, formatos e tecnologias sem a necessidade de autorização de nenhum governo ou corporação. A Internet democratizou o acesso a informação e tem assegurado práticas colaborativas extremamente importantes para a diversidade cultural. A Internet é a maior expressão da era da informação. A internet por ser um meio para o envolvimento social e humano é a mais importante criação coletiva, a mais democrática ferramenta de comunicação, por sua capacidade de oferecer interatividade. Suas possibilidades de manifestações da diversidade cultural, local e planetária são infinitas.

    A Internet reduziu as barreiras de entrada para se comunicar, para se disseminar mensagens. E isto incomoda grandes grupos econômicos e de intermediários da cultura. Por isso, se juntam para retirar da Internet as possibilidades de livre criação e de compartilhamento de bens culturais de de conhecimento.
    Um projeto de lei do governo conservador do Presidente Nicolas Sarkozi tentou bloquear as redes P2P na França e tornar suspeitos(as) de prática criminosa todas as usuárias e todos os usuários. O projeto foi derrotado.

    No Brasil, um projeto substitutivo sobre crimes na Internet aprovado e defendido pelo Senador Azeredo está para ser votado na Câmara de Deputados. Seu objetivo é criminalizar práticas cotidianas na Internet, tornar suspeitas as redes P2P , impedir a existência de redes abertas, reforçar o DRM que impedirá o livre uso de aparelhos digitais. Entre outros absurdos, o projeto quer transformar os provedores de acesso em uma espécie de polícia privada. O projeto coloca em risco a privacidade dos/as internautas e, se aprovado, elevará o já elevado custo de comunicação no Brasil.

    O objetivo do debate é tornar nítido as verdadeiras implicações desse projeto e as formas de combate ao mesmo.

    Mediador: Everton Rodrigues – Banda Bataclã FC , membro do Coletivo Brasil Autogestionário, consultor em tecnologias livres e ativista do projeto software livre Brasil.

    25/06

    Local: Casa dos Bancários – Rua General Câmara, 424 – Centro – MAPA

    17h – Formas de licenciamento, gestão coletiva e proposta de mudança na legislação autoral

    Mediador: Fabricio Noronha – Banda Sol na Garganta do Futuro e atua em produções audiovisuais e um dos criadores do Cine Falcatrua

    Debatedores:

    26/06

    Local: Casa dos Bancários – Rua General Câmara, 424 – Centro – MAPA

    17h – Democratização da comunicação e distribuição de conteúdos culturais alternativos

    Descrição: Acesso aos bens culturais e mecanismos de democratização da comunicação; uso de novas tecnologias e distribuição digital de conteúdos culturais; experiências exitosas nesse sentido e compartilhamento de ações.

    Mediador: Representante das rádios comunitárias

    • Jaqueline Fernandes – Jornalista, produtora e educadora. Idealizadora e diretora da Griô Produções, produtora social formada por mulheres para estimular a produção cultural, promovendo visibilidade e circulação às/os artistas independentes, além de trabalhar questões de raça e gênero.
    • Fernando Rosa – Conhecido como “Senhor F”, é jornalista, editor do portal Senhor F, voltado para a música independente, integração sul-americana e cultura digital.
    • Gerson Ramos – É criador e coordenador dos projetos PYLEMUSIC. Bacharel em Direito, atua no mercado de Tecnologia da Informação há mais de 14 anos na área de negócios, tendo sido proprietário, nesse período, de empresa desenvolvedora de sistemas de informação, coordenando diversos projetos de desenvolvimento para desktops e internet.
    • Instituto Paulo Freire
    • Leandro Anton – Coordenador do Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo

    27/06

    Local: Casa dos Bancários – Rua General Câmara, 424 – Centro – MAPA

    17h – Debate sobre autogestão e geração de renda dos agentes culturais

    Descrição: Nesse novo mundo da cultura, o mundo da tecnologia, da internet, se faz necessário que os agentes culturais não sejam apenas criadores de obras e sim gestores de suas carreiras, buscando sempre novas alternativas e construções de redes para ampliar a divulgação de seus trabalhos. Dentro dessa perspectiva a troca de informações sobre práticas solidárias é fundamental para melhor instrumentalizar esse novo agente cultural.

    “A construção da economia solidária é uma destas outras estratégias. Ela aproveita a mudança nas relações de produção provocada pelo grande capital para lançar os alicerces de novas formas de organização da produção, à base de uma lógica oposta àquela que rege o mercado capitalista. Tudo leva a acreditar que a economia solidária permitirá, ao cabo de alguns anos, dar a muitos, que esperam em vão um novo emprego, a oportunidade de se reintegrar à produção por conta própria individual ou coletivamente…”(SINGER, 2000 p. 138).

    Mediador: Richard Serraria – Musico, cantor, poeta e ativista cultural

    Contatos:
    Richard Serraria – serraria@gmail.com / (51) 9104 7759
    Everton Rodrigues – everton@softwarelivre.org / (51) 8485 0299

    Blog: www.musicaparabaixar.org.br

    Já comentaram: 4 Pessoas Categoria(s): Direito Autoral, Geral, Mercado Música
  6. Movimento Música para Baixar (MPB) realiza fórum de relevância nacional (24 a 27 junho – Porto Alegre)

    Publicado em 5 de junho de 2009 às 1:02 AM Autor: Gerson Ramos

    logo MPB

    Por Everton Rodrigues – Blog Música Para Baixar

    Porto Alegre vai sediar o I Fórum MPB, Música para Baixar, de 24 a 27 de junho. Será o terceiro grande encontro do ano organizado pelo movimento. O primeiro foi no dia 15 de março, em Brasília/DF, onde mais de quarenta pessoas ligadas à música encaminharam o fórum em Porto Alegre, concomitante com o 10° Fórum Internacional de Software Livre. O segundo foi no dia 30 de maio na cidade de Guará/DF, onde 35 mulheres se mobilizaram contra o AI-5 digital e foi articulado por artistas, produtoras, militantes de alguns coletivos e jornalistas na Casa Roxa.

    O MPB tem militantes em todo o país. Está entre seus objetivos constituir um espaço presencial de diálogo no sentido de conectar música, tecnologia e comunicação colaborativa e propor alterações na lei de direitos autorais. Outra importante diretriz do movimento aponta para que a cultura livre e compartilhada seja relacionada com o software livre. Militantes do MPB vêm discutindo amplamente a lei de controle da internet, posicionando-se contra a ditadura na rede, em defesa da democratização da comunicação, dos direitos humanos e da livre circulação da produção cultural.

    Os temas do Fórum MPB são: Economia solidária da música livre; Controle da internet; Formas de licenciamento, gestão coletiva e proposta de mudança na legislação autoral; Democratização da comunicação e distribuição de conteúdos culturais alternativos. Ainda: Autogestão e geração de renda dos agentes culturais.

    Estão confirmadas as presenças de Álvaro Santi (RS) – músico e membro do Fórum Permanente de Música, Cláudia Escovar Alfaro Boettcher (RS) – diretora do Departamento de Difusão Cultural/Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS, Deivi Kuhn (DF) – banda Coyote Guará, Eduardo Ferreira (MT) – membro da banda Os Viralata e do projeto Casa Brasil, Fernando Anitelli (SP) – banda Trupe Teatro Mágico, Fabrício Noranha (ES) – banda Sol na Garganta do Futuro, Fernando Rosa (DF) – jornalista e editor do portal Senhor F, GOG (DF) – rapper e poeta, Gustavo Anitelli (SP) – produtor da Banda Trupe Teatro Mágico, Ellen Oléria (DF) – cantora e compositora, Moysés Lopes (RS) – músico e membro do Fórum Permanente de Música, Jaqueline Fernandes (DF) – jornalista e produtora da Griô Produções, José Murilo (DF) – gerente de Cultura Digital do Minc, José Vaz – Diretoria de Direitos Intelectuais do MinC , Juca Culatra (PA) – banda Juca Culatra & Power Trio e Coletivo Radio Cipó, Leoni (RJ) – músico e compositor, Mauro Salles (RS) – Sindicato dos Bancários, Paulo Marques (RS)- Coletivo Brasil Autogestionário, Pablo Capilé (MT) – músico, presidente da ABRAFIN e membro do Espaço Cubo Cuiabá, Richard Serraria (RS) – banda Bataclã FC e Ronaldo Lemos (RJ) – FGV.

    O cantor e compositor Leoni defende a revisão total da lei de direitos autorais quando se trata de internet. “Fomos todos colocados à margem da lei e está na hora de recuperarmos nossa legalidade”, afirma.

    Segundo a cantora e compositora Ellen Oléria é inadmissível que músicos e músicas estejam fora do processo de discussão sobre questões tão importantes quanto direito autoral ou a aprovação do AI5 Digital. “É importante ter toda a cadeia produtiva da música nesta discussão e garantir que nossos entendimentos sejam considerados”, conclui.

    Já o cantor Richard Serraria ressalta “a importância da divisão de experiências de diferentes artistas, envolvendo a reflexão crítica acerca da cadeia produtiva da música e pensando ainda a geração de renda junto à economia da criatividade na contemporaneidade”.

    O I Fórum MPB irá sistematizar propostas a serem articuladas ao longo do ano. E ainda, será lançado durante o evento um manifesto do Movimento Música para Baixar, entre outras iniciativas.

    Serviço

    Local: Casa dos Bancários
    Endereço: – Rua General Câmara, 424 – Centro de Porto Alegre
    Data: 24 a 27 de junho
    Contatos:

    Richard Serraria – serraria@gmail.com / 51 9104 7759
    Everton Rodrigues – everton@softwarelivre.org / 51 8485 0299

    Acesse o blog Música Para Baixar

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  7. MPB (música para baixar) por Mayara

    Publicado em 28 de maio de 2009 às 10:28 PM Autor: Gerson Ramos

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    Foto de Josh Russell sob licença Creative Commons 2.0 BY-NC-SA

    Grandes gravadoras querem te dominar
    Impor quando, onde e o que você deve ouvir
    Seguir um modelo padrão é muito fácil
    Abram suas mentes!

    O artista precisa de livre produção
    O artista precisa de remuneração
    Formação e ação para a transformação

    Penso em música, em música livre
    Livre das imposições de uma mídia consumista, exploradora
    Livre de jabá, de opressão

    Ter acesso a informação é ter poder
    Poder de popularizar essa discussão
    Negar acesso a cultura é negar educação

    Download não deveria ser crime
    Crime é um país com tantos bons artistas
    Ser reconhecido mundialmente por lançar moda com “mulheres frutas”, com músicas deploráveis…

    Autora: Mayara Alves

    Veja o original aqui.

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  8. Artistas e produtoras reúnem-se em Brasília contra o AI5 Digital

    Publicado em 26 de maio de 2009 às 5:27 PM Autor: Gerson Ramos

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    As ações continuam fortes a favor de mudanças positivas para o projeto de Lei 84/99 de autoria do Senador Eduardo Azeredo.

    Se você é artista, produtora, amante da música e acredita que a internet deve ser um espaço democrático junte-se nesse ato que acontecerá em Brasilia no dia 30 de maio, às 15h na casa Casa Roxa, sede da Associação Coturno de Vênus (QE 28, conjunto B, casa 13, 71060 022, Guará II – DF).

    Mais informações aqui.

    Já comentaram: 0 pessoas Categoria(s): Direito Autoral, Geral, Responsabilidade Social
  9. Ato público em Porto Alegre/RS a favor de mudanças positivas no projeto de lei de controle de crimes na internet

    Publicado em 22 de maio de 2009 às 5:48 PM Autor: Gerson Ramos

    3030442533_316084f1dc Foto de Paulo Fehlauer sob licença Creative Commons 2.0 BY-NC-SA

    Acontece no dia 25 de maio, nesta próxima segunda-feira às 14h na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul em Porto Alegre, o Ato Público contra o projeto de lei do Senador Azeredo, o PL 84/99, já aprovado pelo Senado brasileiro e à caminho da Câmara dos Deputados.

    Não se está combatendo a libertinagem na internet e sim a falta de informação. O Ato será realizado para informar a população dos perigos de se aprovar uma legislação baseada na desinformação. Os crimes precisam ser combatidos, mas para isso precisa-se regular a forma e os meios para se chegar ao criminoso. Não está correto tratar cada cidadão pelo princípio de que todos são criminosos até que provem o contrário, como prediz este projeto de lei.

    O projeto de Lei 84/99 também onera a inclusão digital em centros de cultura, assim como onerará o acesso a internet para todos os cidadãos prejudicando a inclusão digital e o acesso a informação principalmente das populações mais carentes. É um retrocesso a democracia e uma proteção aos interesses de poucos mega empresários que exploram o comércio do copyright e das comunicações.

    Se você é músico independente e acredita que a internet é um meio legítimo e democrático para divulgar seu trabalho, negociar seus produtos e expandir a cultura, compareça ao ato e defenda sua liberdade e seu negócio como artista, produtor e difusor da cultura.

    Abaixo a chamada oficial para o ato:

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    Já comentaram: 2 Pessoas Categoria(s): Direito Autoral, Geral, Responsabilidade Social
  10. Richard Serraria músico e compositor do RS, opina sobre o projeto de controle da internet no Brasil

    Publicado em 12 de maio de 2009 às 5:10 PM Autor: Gerson Ramos

    A internet ampliou de forma inédita a comunicação humana, potencializando o acesso, a produção e a distribuição do conhecimento e da cultura. Parcela significativa da população brasileira ainda não possui acesso a internet banda larga e o Brasil mesmo com desigualdades, está entre os países com mais usuários na rede – somos cerca de 22 milhões de internautas e os que mais ficam online no mundo (22 horas em média por mês); Você que tem o hábito de baixar arquivos como músicas e filmes livremente da internet, poderá ser preso e condenado a até 3 anos de prisão se fôr aprovado o Projeto de Lei do Senador Eduardo Azeredo (e aqui) que propõe uma regulamentação penal para a internet no Brasil. Uma regulamentação é urgente sim, mas que seja precedida de um amplo debate técnico e político e de uma proposta de regulamentação civil, estabelecendo parâmetros entre LIBERDADE E CONTROLE, PRIVACIDADE E VIGILÂNCIA, ANONIMATO E IDENTIFICAÇÃO claros e coerentes para usuários, empresas e o Estado.

    Internet Livre no Brasil, um direito de todas e todos!

    Créditos texto e vídeo: Richard Serraria e Everton Rodrigues

     
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