São anos de luta, mas não desistimos. Estamos lutando depois de muitos problemas, principalmente com pessoas que passaram pelo projeto com a bandeira da colaboração e da ajuda mas que nunca cumpriram aquilo com o que se comprometiam, fazendo-nos atrasar por anos este projeto, apesar de todas as dificuldades e do descompromisso e negligência profissional de algumas pessoas, continuamos firmes. A partir de agora tomaremos um caminho mais certo e seguro, o qual, certamente, colocará em breve no ar o sistema em plenas condições. Teve gente que após sair do projeto, ainda teve a coragem de ameaçar e falar com todas as letras que este projeto jamais sairia do papel. Sinto muito aos caras maus e de maus olhados, mas o projeto saiu do papel faz tempo já. Essas pessoas passaram, são passado e com elas seu maus agouros se foram também. Agora é vida nova e olhar para frente.
Nestes anos também batemos nas portas de alguns investidores e o que encontramos foram pessoas com medo de investir na internet e investidores que não querem na verdade nenhum risco, mesmo com um projeto totalmente viável, isso também colaborou com atrasos, pois tínhamos expectativas. Até agora estamos desenvolvendo tudo com nossos próprios recursos que são escassos, mas estamos mostrando a nós mesmos que é possível, mesmo aqui no Brasil, construir algo grande e novo com a própria força de vontade e luta incansável.
As grandes novidade ainda agora antes do lançamento no ar do portal PYLEMUSIC foi o fechamento da parceria com a FUNDAÇÂO VITÓRIA AMAZÔNICA (FVA), uma Entidade com mais de 20 anos de trabalhos sérios na Amazônia brasileira, e que irá representar no portal PYLEMUSIC as ações para a melhoria do meio ambiente brasileiro e mundial com seu trabalho na Amazônia, que representa o pulmão do nosso planeta com sua biodiversidade imensa e natureza exuberante.
Juntamente, e tão importante quanto cuidarmos do meio-ambiente é cuidarmos do próximo, do ser humano, e para isso fechamos também uma linda parceria com o INSTITUO DO CÂNCER INFANTIL DO RIO GRANDE DO SUL. O ICI-RS é uma das mais importante instituições do Rio Grande do Sul no cuidado e ações para crianças portadoras de câncer e uma referência em nosso país.
Com a participação destas duas nobres instituições o PYLEMUSIC completa e formata uma parte importante de seu projeto e ajuda à música e ao mundo.
Em breve teremos novidades e o mais importante de tudo, teremos uma ferramenta livre para ajudar a música a ser livre e os músicos, compositores, autores, bandas e produtores a terem uma ferramenta revolucionária na internet em suas mãos para exercer com dignidade sua profissão e terem seus ganhos de forma justa e contínua.
Aos consumidores e fãs de música teremos muita música de graça e a preço justo também, ao mesmo tempo que ajudamos o mundo a ficar melhor.
Desejamos sucesso a todos que verdadeiramente nos ajudaram até aqui. Vamos em frente…
Saiba mais da FVA aqui.
Saiba mais do ICI-RS aqui.
Em comunicado aos ativistas do Greenpeace e da Avaaz, foi dado o ALARME CLIMÁTICO para o dia da reunião histórica sobre o clima que será realizada em Compenhague, na Dinamarca. Está em jogo o futuro de nosso planeta, e por consequência da humanidade.
Dia 29 de agosto começou a contagem regressiva dos 100 dias para a conferência que definira o que o mundo fará para combater as mudanças cilmáticas.
O Greenpeace, no dia 29/08, fez a primeira de uma série de atividades que realizará ao longo destes 100 dias que antecedem a 15º reunião da Convenção do Clima (CoP15), que será realizada de 07 a 18 de dezembro deste ano em Copenhague, na Dinamarca. Clique aqui, para enviar uma mensagem para o nosso Presidente e ajudar o nosso planeta.
O Brasil tem papel importante nessa reunião, porque somos o quarto maior emissor de gases do efeito estufa, que causam o aquecimento global, segundo informação do Greenpeace. O Brasil também está entre as dez maiores economias do mundo, possui muitos recursos naturais como a floresta amazônica por exemplo, e um grande potencial de geração de energias renováveis. Vejam aqui a programação e informações das atividades a serem realizadas, e participe. Faça sua parte.
A Avaaz pretende participar de um “despertar climático” aos chefes de estado no dia 21 de setembro com grupos do mundo todo. Todo mundo esta convidado a ir as ruas pacificamente para soar alarmes e participar a organizar ações em grandes cidades do país. O barulho deste chamado massivo será levado para todos os países presentes na Assembléia Geral da ONU que acontecerá dias depois em Nova York. A internet será uma ferramenta importante para compartilhar e divulgar estas ações.
Assine a petição da Avaaz aqui e junte-se ao PyleMusic também nessa ação. O futuro da humanidade está em nossas mãos, e na nossa consciência.
O WWF também faz a sua parte e você pode saber mais em seu site.
Você pode acessar aqui e votar a favor do Planeta, também participando de atividades e divulgar pelo seu blog ou página da internet.
Você pode ajudar publicando vídeos na internet aqui, com mensagens em prol do planeta, divulgar no Twitter, nas redes sociais que participas e através de seus amigos.
Você pode saber mais sobre as Mudanças Climáticas aqui e sobre o Acordo Global de Clima aqui.
Esta indicação de video produzido pela Tides Foundation, já conhecido do pessoal do Pyle, veio através de nosso querido amigo e músico Mario Falcão, que por sinal faz um belo trabalho e que em breve falaremos aqui no blog.
Este video chamado de “A História das Coisas”, mostra como o homem contribui para poluir e destruir o planeta baseado na cultura do consumo. É longo, mas muito importante e útil para se saber como funciona a destrutiva cadeia de consumo em nosso planeta. O vídeo nos faz pensar, refletir, mas precisamos também criar consciência e agir para deixarmos um mundo melhor para nosso filhos…
Eu tive o prazer de conhecer o Raphael Moraes aqui em Porto Alegre, durante o 1º Fórum Música para Baixar, e ser presenteado com o CD da banda. Uma pessoa genial, profissional e articulada, super comprometida com a música e com o social, além de ser super talentoso, como podemos ver no trabalho de alta qualidade de sua banda Nuvens, de Curitiba.
A banda Nuvens foi formada por Raphael Moraes entre 2006 e 2007. A estréia ao vivo da banda foi em 12 de novembro de 2007. Hoje, o grupo busca trilhar um caminho baseado na fusão de diferentes formas de arte, trabalho visível em espetáculos como Nuvens no Cinema e Nuvens em Sombras, resultados de parcerias com artistas de circo, maracatu e teatro de sombras. Tem parcerias importantes, e para o futuro pretende manter esse trabalho, sempre buscando nas suas produções proporcionar o melhor possível, para banda, artistas e, é claro, o público.
Prezando por sons puros e orgânicos, a Nuvens traz aos palcos uma formação diferente do que se costuma ver no “novo rock” nacional. Seus 6 músicos, Amandio Galvão, guitarra e vocal; Vinicius Nisi, piano/hammond e sintetizadores; Luís Bourscheidt, bateria e vocal; Marcos Nascimento, baixo; Marcus Pereira, percussão e Raphael Moraes, guitarra, violão e voz, flutuam entre o rock, o pop, o folk, a mpb e o roots; entre o cenário urbano e a natureza; entre o homem social e o ser humano.
Ação no projeto Amor em Movimento realizado pelo coletivo Nuvens
Para conhecer o primeiro álbum da banda você tem 2 opções: a virtual e a material. Pela internet, você pode ouvir parte do disco no MySpace; baixar todo o disco de graça no site Trama Virtual e no site Reverbnation ou, ainda, pagar pelas mp3 no Trevo Virtual . Para adquirir o CD é só ir até qualquer loja da rede Fnac e/ou rede Livrarias Curitiba/Catarinense pelo Brasil ou entrar em contato com a banda através do e-mail vendas@nuvens.net, e receber o disco em qualquer lugar do país.
Em 2009, a Nuvens dividiu o palco com os paulistas d’O Teatro Mágico em algumas cidades do interior do Paraná, repetindo o sucesso da parceria que começou em novembro de 2008 em Curitiba. Ainda esse ano, a banda promete continuar o projeto Sarau nas Nuvens, que abre espaço para novos artistas de várias vertentes se expressarem, fará mais apresentações do espetáculo Nuvens em Sombras, que estreou no Festival de Teatro de Curitiba, e reserva surpresas para a comemoração dos seus 2 anos, que acontece no final do ano.
Um novo álbum já está nos planos da Nuvens e deverá ser lançado em 2010
O primeiro videoclipe da banda será produzido e tem previsão de lançamento em dezembro em um show inusitado no Cine Água Verde para comemorar também o primeiro aniversário do grupo. A canção escolhida foi “A redenção de bicicleta”, que já toca na programação das rádios locais e do Sul do país, e conta com um roteiro que potencializa a verdade da música.
O trabalho realizado por Raphael e o coletivo Nuvens é um exemplo para se seguir para todas as bandas e artistas que desejam trilhar um caminho independente e sustentável de seu trabalho. Só tenho que agradecer em conhecê-los e desejar a essa “trupe” muito mais sucesso em sua trajetória.
A agenda da banda você pode conferir aqui.
Coletivo Nuvens
Contatos:
Raphael Moraes (41) 8419 8940; (41) 9925-0697
Marcus Pereira (41) 9611-8556; (41) 3779-7635
E-mail : contato@nuvens.net
Site: www.nuvens.net
Ouçam e sintam o som das nuvens…
As ações continuam fortes a favor de mudanças positivas para o projeto de Lei 84/99 de autoria do Senador Eduardo Azeredo.
Se você é artista, produtora, amante da música e acredita que a internet deve ser um espaço democrático junte-se nesse ato que acontecerá em Brasilia no dia 30 de maio, às 15h na casa Casa Roxa, sede da Associação Coturno de Vênus (QE 28, conjunto B, casa 13, 71060 022, Guará II – DF).
Mais informações aqui.
Foto de Paulo Fehlauer sob licença Creative Commons 2.0 BY-NC-SA
Acontece no dia 25 de maio, nesta próxima segunda-feira às 14h na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul em Porto Alegre, o Ato Público contra o projeto de lei do Senador Azeredo, o PL 84/99, já aprovado pelo Senado brasileiro e à caminho da Câmara dos Deputados.
Não se está combatendo a libertinagem na internet e sim a falta de informação. O Ato será realizado para informar a população dos perigos de se aprovar uma legislação baseada na desinformação. Os crimes precisam ser combatidos, mas para isso precisa-se regular a forma e os meios para se chegar ao criminoso. Não está correto tratar cada cidadão pelo princípio de que todos são criminosos até que provem o contrário, como prediz este projeto de lei.
O projeto de Lei 84/99 também onera a inclusão digital em centros de cultura, assim como onerará o acesso a internet para todos os cidadãos prejudicando a inclusão digital e o acesso a informação principalmente das populações mais carentes. É um retrocesso a democracia e uma proteção aos interesses de poucos mega empresários que exploram o comércio do copyright e das comunicações.
Se você é músico independente e acredita que a internet é um meio legítimo e democrático para divulgar seu trabalho, negociar seus produtos e expandir a cultura, compareça ao ato e defenda sua liberdade e seu negócio como artista, produtor e difusor da cultura.
Abaixo a chamada oficial para o ato:
Seguindo o exemplo do blog BaixaCultura, e por também acharmos muito importante e esclarecedor para o público em geral, replicarei aqui a tradução do Manifesto da Cultura Livre (link em inglês) de autoria do João Carlos Caribé e postada no blog coletivo Trezentos. Este manifesto foi criado por um grupo considerável de estudantes universitários norte-americanos de diversas Universidades, e fundadores do projeto “Students For Free Culture” que reúne os assuntos e idéias que defendem.
Manifesto da Cultura Livre
A missão do movimento da Cultura Livre é construir uma estrutura participativa para a sociedade e para a cultura, de baixo para cima, ao contrário da estrutura proprietária, fechada, de cima para baixo. Através da forma democrática da tecnologia digital e da internet, podemos disponibilizar ferramentas para criação, distribuição, comunicação e colaboração, ensinando e aprendendo através da mão da pessoa comum – e através da verdadeiramente ativa , informada e conectada cidadania: injustiça e opressão serão lentamente eliminadas do planeta.
Nos acreditamos que a Cultura deve ser uma construção participativa de duas mãos, e não meramente de consumo. Não nos contentaremos em sentar passivamente na frente de um tubo de imagem de midia de mão única. Com a Internet e outros avanços, a tecnologia existe para a criação de novos paradigmas, um deles é que qualquer um pode ser um artista, e qualquer um pode ser bem sucedido baseado em seus méritos e não nas conexões da industria.
Nos negamos a aceitar o futuro do feudalismo digital, onde nos não somos donos dos produtos que compramos, mas nos são meramente garantidos uso limitado enquanto nos pagamos pelo seu uso. Nós devemos parar e inverter a recente e radical expansão dos direitos da propriedade intelectual que ameaçam chegar a um ponto onde se sobreporão a todos os outros direitos do indivíduo e da sociedade.
A liberdade de construir sobre o passado é necessária para a prosperidade da criatividade e da inovação. Nós iremos usar e promover o nosso patrimônio cultural, no domínio público. Faremos, compartilharemos, adaptaremos e promoveremos conteúdo aberto. Iremos ouvir a música livre, apreciar a arte livre, assistir filmes livres, e ler livros livres. Todo o tempo, iremos contribuir, discutir, comentar, criticar, melhorar, improvisar, remixar, modificar, e acrescentar ainda mais ingredientes para a “sopa” da cultura livre.
Ajudaremos todo mundo à entender o valor da nossa abundância cultural, promovendo o software livre a o modelo open source. Vamos resistir à legislação repressiva que ameaça as liberdades civis e impede a inovação. Iremos nos opor aos dispositivos de monitoramento à nivel de hardware que impedirão que os usuários tenham controle de suas próprias máquinas e seus próprios dados.
Não permitiremos que a indústria de conteúdo se agarre à seus obsoletos modelos de distribuição através de uma legislação ruim. Nós seremos participantes ativos em uma cultura livre de conectividade e produção, que se tornou possível como nunca antes pela Internet e tecnologias digitais, e iremos lutar para evitar que este novo potencial seja destruído por empresas e controle legislativo. Se permitirmos que a estrutura participativa, e de baixo para cima, da Internet seja trocada por um serviço de TV a cabo – Se deixarmos que paradigma estabelecido para criação e distribuição se reafirme – Então a janela de oportunidade aberta pela Internet terá sido fechada, e teremos perdido algo bonito, revolucionário e irrecuperável.
O futuro esta em nossas mãos, devemos construir um movimento tecnológico e cultural para defender o comum digital.
A internet ampliou de forma inédita a comunicação humana, potencializando o acesso, a produção e a distribuição do conhecimento e da cultura. Parcela significativa da população brasileira ainda não possui acesso a internet banda larga e o Brasil mesmo com desigualdades, está entre os países com mais usuários na rede – somos cerca de 22 milhões de internautas e os que mais ficam online no mundo (22 horas em média por mês); Você que tem o hábito de baixar arquivos como músicas e filmes livremente da internet, poderá ser preso e condenado a até 3 anos de prisão se fôr aprovado o Projeto de Lei do Senador Eduardo Azeredo (e aqui) que propõe uma regulamentação penal para a internet no Brasil. Uma regulamentação é urgente sim, mas que seja precedida de um amplo debate técnico e político e de uma proposta de regulamentação civil, estabelecendo parâmetros entre LIBERDADE E CONTROLE, PRIVACIDADE E VIGILÂNCIA, ANONIMATO E IDENTIFICAÇÃO claros e coerentes para usuários, empresas e o Estado.
Internet Livre no Brasil, um direito de todas e todos!
Créditos texto e vídeo: Richard Serraria e Everton Rodrigues
Este video foi gravado de improviso em um celular e passa a mensagem muito clara do GOG.
Saiba sobre o Ato público que vai ocorrer aqui.
Mais do GOG você pode saber aqui.
Ontem a noite tive um papo tri legal com Leoni. A conversa aconteceu num “café” perto do hotel onde ele estava hospedado. Marcamos as 18h, mas me atrasei 15min, porque eu estava no ponto de cultura Quilombo do Sopapo ministrando uma oficina para a turma de tecnologia da informação. Essa turma está organizando-se para montar um empreendimento de economia solidária. Além disso, perto das 17h chegou um amigo com seu lap top com software livre e um modem 3g recém lançado, o que dificulta a instalação. Então, gastei um tempo com isso, e perdi a hora. Portanto, ta justificado o meu atraso.
Mas, esse papo com Leoni não aconteceu do nada. A rede que queremos construir funcionou. No dia 24 de abril estivemos no Paraná, eu (Everton Rodrigues) e Gustavo Anitelli produtor da Trupe o Teatro Mágico para alguns debates sobre a conferência nacional de comunicação, e entre os temas estava o movimento Música Para Baixar (MPB). Lá, apresentado por Gustavo conheci Raphael da banda Nuvens, onde trocamos muitas idéias sobre o movimento MPB. E para a conversa Raphael convidou o produtor Felipe Simas que produziu show do Leoni no Paraná, e na conversa ele comentou das idéias e práticas do Leoni. Depois disso, eu Gustavo decidimos que iríamos conversar com Leoni para ver o que poderíamos fazer em relação ao MPB. Gustavo ficou com a tarefa de falar com Leoni, e assim o fez por telefone. Numa dessas ligações de Gustavo para Leoni, Gustavo ficou sabendo que Leoni estava em Porto Alegre. Então propôs uma conversa entre eu e Leoni que topou.
Leoni mantêm o blog Musica Líquida, e lá está debatendo a nova economia da música frente a internet e a convergência digital.
A conversa girou em torno das novas possibilidades que a internet nos traz, e também concluímos que estamos usando limitadamente essa ferramenta para a formação de nossas redes alternativas a esse mercado da música, que é concentrador e a serviço das gravadoras e editoras, onde a maioria das criadoras(es) e produtoras(es) recebem a menor parte do resultado da economia da música.
O mundo mudou e está mudando a cada dia com muita velocidade com a internet, e quem constrói a rede é quem mais apropria-se dela, embora vivemos atualmente o paradoxo dos benefícios da sociedade em rede e as perigosas possibilidades da sociedade do controle. Vale dizer que a internet é uma rede de pessoas, e portanto, é como Manuel Castells define no seu livro Internet Galáxia:
Na Página 34 ao escrever sobre a cultura da internet, ele diz que no atual estágio da internet é bom distinguir entre produtores/usuários e consumidores/usuários. Ele afirma que a cultura da internet é a cultura dos criadores da internet. E essa cultura da internet é caracterizada por 4 camadas:
Primeira Camada: A cultura tecnocrática que são os geeks ou nerds, que a descoberta tecnológica é o valor supremo; Que para ser respeitado como membro da comunidade e como autoridade deve agir de acordo com as normas formais e informais da comunidade e não usar recursos para seu beneficio exclusivo;
A segunda camada: Na página 42 Castells fala da cultura Hacker: “Mas um melhor desempenho, quando desvinculado de instituições compensatórias, requer a adesão a um conjunto de valores que combina a alegria da criatividade com a reputação entre os pares (outros membros da comunidade)”
Suprema nesse conjunto de valores é a liberdade. Liberdade para criar, liberdade para apropriar todo o conhecimento disponível e liberdade para redistribuir esse conhecimento sob qualquer forma ou por qualquer canal escolhido pelo hacker.
Com isso Castells demonstra que a criação não é motivada apenas pela busca do lucro, mas pode ser pela satisfação imediata que o hacker tem ao exibir sua genialidade para todos. Ou prestígio ou reputação frente a sua comunidade autodefinida que não depende de instituição empresarial ou governamental.
Na página 43, ele escreve: Há na cultura hacker um sentimento comunitário, baseado na integração ativa a uma comunidade, que se estrutura em torno de costumes e princípios de organização social informal.”
“Naturalmente, dinheiro, direitos formais de propriedade ou poder institucional são excluídos como fontes de autoridade de reputação”
A Terceira camada: Comunidades virtuais: Segundo Castells (página 46) As fontes culturais da internet não podem ser reduzidas, porém, aos valores dos inovadores tecnológicos.
No início as comunidades virtuais eram compostas em sua maioria pelos criadores da internet, mas na década de 80, a maioria dos integrantes não eram peritos em programação. Em 90 com a explosão da internet milhões de usuários levaram para a rede suas inovações sociais com a ajuda de um conhecimento técnico limitado… inclusive na forma de muitas de suas manifestações comerciais, foi decisiva.
E a quarta camada: Os empresários (lucro) (página 49). A difusão da internet a partir de círculos fechados de tecnólogos e pessoas organizadas em comunidades para a sociedade em geral foi levada a cabo por empresários. (página 52). Os empresário da internet são antes criadores que homens de negócios, mais próximos da cultura do artista do que da cultura corporativa tradicional.
Trago essa reflexão para defender/propor que adotemos a cultura hacker, a economia solidária na música livre. Porque não podemos levar esse conceito para além dos códigos ou de programar/comunicar através dos computadores? Mudamos o mundo com a prática de uma nova cultura bem diferente dessa nossa atual é claro, e vamos ter que forjar em nosso dia-a-dia.
Leoni diz que é um dos grandes beneficiados por esse sistema legal pelo sucesso da sua obra, mas que a lei do direito autoral é tão rígida que a juventude está sendo transformada em marginais. Veja esse post no blog.
Leoni em Show – Foto de Zh@nni
Contei a ele sobre as articulações do movimento Música Para Baixar e da nossa visão em construir espaços/fóruns para refletir sobre a música livre em que tudo poderá ser acessado e disponibilizado na internet de forma colaborativa. Ao mesmo tempo criando mecanismos de geração de renda balizados pelos princípios da economia solidária.
Leoni defende que quanto mais se da mais se ganha. Entendi que essa idéia parece com o pensamento de que quando plantamos temos o que colher, ou seja, para uma planta viver e dar frutos é preciso dar água, limpar de ervas daninhas e adubar para a planta crescer com vitalidade, e tudo isso é uma doação. Penso que na música também deve ser assim. Não somente na música, mas em tudo. Nem tudo precisa ser vendido.
Ele também imagina que num futuro muito próximo não vamos precisar baixar música, já que, conectar será muito fácil, e então, compartilhar músicas será como respirar. Com a abundância de músicas ele entende que simplesmente vender música não será mais o negócio, e sim vender produtos agregados, onde comprar produtos dos artistas será um passaporte para acesso a outros conteúdos exclusivos.
O Teatro Mágico – foto de his bloody valentine sob licença CC 2.0 BY-NC-SA
Bacana saber que grande parte do repertório do show “A Noite Perfeita” que Leoni está fazendo no RS foi eleito pelos internautas que curtem a obra dele. Isso aconteceu através de uma votação na sua página eletrônica. Além disso o próprio Leoni através do site socializa ingressos para seus shows. Com isso ele acredita que a internet é a ferramenta de comunicação mais adequada para o artista sem intermediários comunicar-se com os usuários da sua música.
E no final convidei ele para estar em Porto Alegre em junho para nossos debates do movimento MPB. Ele topa. Vamos agora agilizar os procedimentos para isso acontecer.
Vamos que vamos. Valeu Leoni. Vamos trocar mais idéias sobre esses processos…