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	<title>PyleMusic.com &#187; agir local</title>
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		<title>A consciência ambiental</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 21:39:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Milton Cazarré Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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Por algumas razões, prefiro adotar a expressão “consciência ambiental” do que “consciência ecológica”. Acho que a primeira é um pouco mais abrangente (ou ao menos tenta ser), pois me parece que tenta inserir o ser humano como parte indissociável daquilo que deva ser um ambiente ecologicamente equilibrado. Tanto que hoje em dia já se fala [...]]]></description>
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<p>Por algumas razões, prefiro adotar a expressão “consciência ambiental” do que “consciência ecológica”. Acho que a primeira é um pouco mais abrangente (ou ao menos tenta ser), pois me parece que tenta inserir o ser humano como parte indissociável daquilo que deva ser um ambiente ecologicamente equilibrado. Tanto que hoje em dia já se fala e escreve em Direito Ambiental do Trabalho, por exemplo.</p>
<p>Esta <strong>impossibilidade de dissociação do ser humano do ambiente natural e ecologicamente equilibrado </strong>é fato. O homem, queiram ou não, faz parte desse sistema. E esse sistema foi desenvolvido e estruturado por ele e já contando com ele. O seu eventual desaparecimento, podem ter certeza, acarretaria também sérios desequilíbrios na balança da mãe-natureza, mesmo que contornáveis por ela própria. Pois a vida sempre encontra um jeito, como dizia um personagem biólogo do filme Jurassic Parck. No mais, para quem queira aprofundar o tema, recomendo a leitura de “O Mito Moderno da Natureza Intocada”, de Antonio Carlos Diegues.</p>
<p>Contudo, o outro fato é que estamos vendo e sofrendo o resultado de nossa má-interação com o ambiente em que vivemos e do qual fazemos parte. Eis o fato negativo. Então somos maus em essência? Somos inimigos do meio natural desde que nascemos? Nossa existência e bem-estar são incompatíveis com a natureza? Não, ao contrário, é óbvio!</p>
<p>O que fazer então? Modificarmos totalmente o nosso modo de vida, e voltarmos para as cavernas, tribos e aldeias? Impossível. Somos muitos, e a caça e a colheita de frutas não dariam para todos. Talvez o desastre ecológico daí advindo fosse ainda pior. Radicalismos sempre foram as piores e mais burras respostas a um problema real.</p>
<p>Mas como “salvar” a Terra das nossas inconseqüências? Bom, em primeiro lugar, e sinto muito dizer isso, a Terra não precisa ser salva de nós, seres humanos inconseqüentes. Falei acima que “a vida sempre encontra um jeito”. COM ou SEM nós. Como naquela piada que a mulher fala para o marido que sexo na casa deles é feito todos os dias, com ou sem ele. Portanto, “consciência ambiental”, não inicia com essa visão estreita de que estamos “salvando” a Terra. Não, muito ao contrário, estamos, sim, salvando-nos! Pois o planeta vai dar um jeito, seja daqui a 1.000, 500.000 ou 1.000.000 de anos, a vida, ainda que seja sob a forma de uma simples plantinha, poderá retornar. Já a existência humana&#8230; é outro assunto.</p>
<p>Apesar de tudo que já ocorreu e nos fez chamar a atenção para o nosso modo de agir, creio que ainda está em tempo de salvarmos a nós mesmos, resguardando o ambiente que vivemos e de que tanto necessitamos. E como fazer isso?</p>
<p>O presente artigo não tem por objetivo servir de roteiro para atuações pessoais “ecologicamente corretas”. Sobre isso, sejamos francos, existem inúmeras campanhas e informações, inclusive na grande mídia. Basta a pessoa querer e procurar se informar.</p>
<p>Uma das máximas nessa questão é “pensar globalmente e agir localmente”. E nada mais acertado, convenhamos.</p>
<p>Assim, e só a título de exemplo, indago: você já comprou uma sacola retornável para as compras de supermercado (problema do excesso de sacolas plásticas nos aterros de lixo)?</p>
<p>Se você disser “não”, porque não quis, problema seu. Se você disser “sim”, ok. Mas se você responder “não”, porque já era desde a muito um consumidor consciente e sempre ia nos supermercados com sua boa e velha sacola de nylon listrada e colorida, comprada nos anos 80, e vou dizer&#8230; “Putz! Você fez a sua parte&#8221;. Mas será que agora não seria o momento de pagar apenas R$ 2,00 (pela sacola retornável) para conscientizar e difundir essa idéia nos outros consumidores? “Ah, mas alguém está ganhando com a tal sacola nova!?” Infelizmente, sim, é verdade. Mas até onde você iria para agir localmente? R$ 2,00? R$ 5,00? R$ 100,00? Quanto vale o seu futuro?</p>
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