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Arquivo de Posts de ‘brasil’

  1. Fuck The Fashion – a nova música do Meigos, Vulgos & Malvados

    Publicado em 24 de julho de 2010 às 12:47 AM Autor: Gerson Ramos

    mvm4

    Com um original pop rock, letras atuais e da hora, fazem da Banda Meigos, Vulgos & Malvados uma das melhores bandas que surgiram nos últimos tempos no cenário brasileiro, sem exageros ou comprometimento de minha parte, já que confesso que são meus  amigos de longa data, mas muito originais e se esforçando para mostrar algo inédito e diferente no meio de tanta coisa semelhante que tem surgido por aí.

    Um som diferenciado com inesperados efeitos sonoros e vocais de qualidade, o MVM traz aos brasileiros um pouco daquilo que se perdeu desde os anos 80. São originais e soam novidade. Fiquem de olho, virão novas musicas e surpresas desse pessoal.

    Fuck The Fashion é o novo e pulsante som da Banda Meigos, Vulgos & Malvados, que já está rodando na internet www.meigosvulgosemalvados.com.br e nas principais rádios do sul do país. Groove brasileiríssimo, cintilado por pandeiros, cuícas e apetrechos que ficaram a cargo do percussionista Jucá Deleon, além da irreverente participação de Kako Xavier  que conduz o tema em dueto com a vocalista, numa batida dançante e empolgante!

    Fuck The Fashion trata de um assunto da hora, o “apelo” da moda, do exagero, do desespero e da “hipervalorização” da imagem ante a falta de conteúdo, mas sem perder a graça, a sensualidade e o humor. Confira a pegada deste funk  que celebra de uma forma dançante a criatividade e a qualidade da Banda; Meigos, Vulgos & Malvados. Free downloads em www.myspace.com/meigosvulgosemalvados e ou www.meigosvulgosemalvados.com.br

    Ouçam e baixem também aqui diretamente de nosso blog a música Fuck The Fashion

     
    icon for podpress  MVM - Fuck The Fashion [3:38m]: Play Now | Play in Popup | Download
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  2. Leoni, sempre “a jato” no mundo digital

    Publicado em 25 de agosto de 2009 às 5:33 PM Autor: Gerson Ramos

    Leon e Banda

    Leoni, sem exageros de minha parte, é um dos músicos brasileiros mais conectados da rede que já conheci, sempre na frente de seu tempo, um ótimo exemplo do empreendedorismo musical\digital no século XXI. Sabe usar a internet, suas ferramentas e sua liberdade como poucos. Articulador da liberdade na rede e da proteção ao trabalho dos artistas, tem atuado na frente do Movimento Música para Baixar com muita propriedade e lucidez. Leoni já esteve dos dois lados da moeda do cenário músical, ou melhor, continua dos dois lados dessa moeda. Já gravou com gravadoras majors e continua recebendo royalts de suas obras da maneira tradicional e legal, e como ele próprio diz: “ganhando muito bem”; e ao mesmo tempo faz um excepcional trabalho independente, usando a internet e recursos tecnológicos como poucos. Frequentemente vemos Leoni conectado pelo smartphone “twittando”, navegando na rede ou lendo seus emails. Quer saber? Acesse o Twitter dele em dias de show para ver como ele está ao mesmo tempo no show e ao mesmo tempo twittando, ou também, acompanhe ele pelo seu canal no site Justin.tv…

    Leoni pe um dos autores do Manifesto do MPB, e ele, como poucos, sabe que o Mundo mudou e sugere que os artistas devam também mudar e enfrentar a nova realidade de forma mais aberta, democrática e justa, assim como ele tem feito com muita propriedade.

    Aos 16 anos montou sua primeira banda, a Chrisma, optando por tocar baixo, emsaiavam em sua carta no que chamou de “quarto do som”. A banda fez sua única grande apresentação no teatro Ipanema com casa lotada, onde os convidados eram todos do colégio. Ao final do show dividiram o lucro comendo uma pizza no baixo Leblon. Depois de 2 anos de existência, veio o vestibular e a banda se desfez e cada um dos membros seguiu seu caminho.

    Leoni e Beni Borja, amigo e um dos integrantes da banda Chrisma, estudavam na PUC , mas resolveram continuar a tocar rock. Aos poucos chamaram novos parceiros. Beni indicou George Israel e Leoni sua amiga de francês Paula Toller, mais tarde Bruno se juntou ao grupo, surgindo, assim, o Kid Abelha e os Abóboras selvagens. A banda começou a fazer vários shows, entre eles, no Circo Voador, que foi palco de grandes revelações musicais nos anos 80. As músicas do Kid Abelha, “Fixação”, “Pintura intima” e “ Como eu quero” estavam , nos bares, nas rádios e nos shows que fizeram a trilha sonora de toda uma geração. Foram 4 discos de ouro ( mais de 500 mil discos vendidos).

    Em 95 nasceu seu primeiro filho e para estar mais perto da família , Leoni escreveu o livro “Letra, música e outras conversas”, onde entrevistava e conversava com oito artistas consagrados de sua geração: Renato Russo, Herbert Vianna, Lobão, Frejat, Adriana Calcanhotto, Marina, Samuel Rosa e Nando Reis.
    Em 97 lançou o single “Tudo Sobre Amor e Perda” pela Geléia Geral, flertando com a música eletrônica.

    O mercado musical no início de 2000 estava passando por um “revival” dos anos 80 e Leoni sentiu a necessidade de escapar do óbvio. Acreditando em seu novo projeto, o músico montou em 2002 seu próprio selo Batuque Elegante, gravando um novo disco “Você sabe o que eu quero dizer”. Este álbum também foi produzido por Beni Borja.
    A demora em gravar um novo disco e de resistir a propostas mercadológicas valeram a pena. Inéditas como “Temporada das Flores”, “Fotografia” , “Cartas que eu não mando” e “Melhor para mim” foram grandes destaques desse CD.
    Embora estivesse há 9 anos sem gravar um álbum, Leoni nunca esteve longe da música. Ele emprestou suas composições para outros artistas, fez participações especiais em shows e criou trilhas musicais para teatro e cinema.

    Em 2003 lançou Áudio-retrato, uma “reintegração de posse” , segundo o artista , das belas composições que o público desconhecia serem de sua autoria. O disco tem produção do maestro Eduardo Souto Neto e participações especiais de Herbert Vianna, Dinho Ouro Preto, Léo Jaime e Rodrigo Maranhão. O CD trouxe uma leitura nova e mais madura das canções que fizeram sucesso em sua carreira como, “Lágrimas e chuva”, “Fixação” e “Exagerado”, além da inédita “Canção para quando você voltar” em parceria com Herbert Vianna.

    Um mantra de cura terminou por fazer parte da “Canção para quando você voltar”, fruto da conexão de Leoni com o Budismo. Após o acidente do amigo Herbert Vianna, Leoni encontrou nessa filosofia oriental uma forma de lidar com os acontecimentos, acrescentando essa experiência em sua música.
    O CD “Áudio-retrato” deu tão certo que o reconhecimento veio com o lançamento em 2005 do disco e do DVD “Ao vivo” pela Som Livre. As participações especiais eram as mesmas, mas Leoni reinterpreta com Herbert Vianna a canção “Por que não eu?”, a primeira parceria dos dois feita em 86. O sucesso rendeu mais de 85 mil CDs vendidos e 50 mil DVDs, e 120 shows por todo o Brasil para mais de 200 mil pessoas.

    As músicas de Leoni, considerado por muitos um “hitmaker”, estão no repertório das principais bandas nacionais, como Barão Vermelho, “ A chave da porta da frente” e Paralamas do Sucesso com “ Fora do lugar”.

    Com tantas histórias musicais e bom parceiros, Leoni continua a criar novos momentos em sua carreira. Seguiu para Paris junto com seis índios Ashaninka do Acre para registrar um documentário e fazer um show no Palais de La Décourverte, do CD ainda inédito, “Outro futuro”. Mais de 700 pessoas ocuparam o museu superando as expectativas.

    A história de Leoni na música brasileira é longa e com certeza ele próprio deve ter muitas coisas para contar em suas inúmeras aventuras por este Brasil afora. Em sua estada aqui em Porto Alegre durante o 1º Fórum Música para Baixar, nos cruzamos, mas pouco podemos conversar devido a correria de todos e suas responsabilidades, mas o pouco contato já foi suficiente para desejar a ele mais sucesso e poder falar um pouco aqui no blog de sua trajetória.

    Saiba mais de Leoni em:

    Sites: http://www.leoni.com.br e http://musicaliquida.blogspot.com/
    Twitter: http://twitter.com/leoni_a_jato

    Como tudo que ele faz hoje e sempre na internet, disponibilizou via Creative Commons para o nosso blog a música “Do Teu Lado” de seu último trabalho autoral, que também foi colocada em votação online para o público através de seu site e de seu Twitter e está também disponível gratuitamente por lá.

    Fontes: Leoni

     
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  3. O Haiti é aqui…

    Publicado em 10 de agosto de 2009 às 7:43 PM Autor: Gerson Ramos

    Haiti_1

    Conheci o Haiti através de um contato por e-mail de Remo Trajano, um dos integrantes deste trio de música eletrônica carioca, que está começando sua jornada no mundo da música  independente com muita personalidade.

    O Haiti é um projeto de música eletrônica que utiliza videos da internet, narrações de filmes, manchetes de jornais, trechos de músicas para tecer os vocais que acompanham a batida dance dos sets. A característica principal das músicas, o que os difere de outras bandas, são os longos blocos de música onde diferentes canções são interconectadas, soando tudo como uma rave…

    O trio eletrônico começa sua carreira com uma forte crítica a nossa política e as mazelas advindas dessa ingerência social e corrupção em nosso país.

    Haiti, o doppelgänger do Brasil: um país católico, como o nosso, miserável, como o nosso, corrupto, como o nosso. Mas, diferente daqui, o Haiti é um país que não se deixa confundir com o Havaí tão facilmente. No Brasil cabem milhões de Havaís: Quando um gasta, a gente sempre pôde inventar um novo. O Haití talvez tenha gasto a sua cota de fantasia. Nós não entendemos do Haiti, pra falar a verdade. Nós só olhamos do outro lado da cerca e vemos, nesse outro país tão combalido, com uma história de grande violência, mas também de grandes revoluções e grandes líderes, uma monstruosidade que nos parece bastante íntima. Talvez, ao invés da harmonia e da humanidade celebrada nas conquistas dos povos, seja ali que nós devamos procurar a igualdade: na miséria, na exploração, no terror. Nós, o Haiti, queremos encontrar aqui, em nós, o que a gente enxerga de tão terrível e abominável lá.

    Nós, o Haiti, queremos deixar explícito o que nos parece já serem os verdadeiros tambores a mover a perpétua dança do Brasil. A corrupção, a ignorância, a conivência. Nós, o Haiti, nos reconhecemos aí também, e por isso também dançamos, enquanto apertamos nossos botões.

    Quem sabe se, dançando ao som da nossa banda, alguém não vai perceber que tudo o que está lá, a gritaria, a obscenidade, a falsa retórica e a falsa política, sempre esteve presente na nossa música, entre as linhas, dando o tom e o excesso de alegria que a fazem tão única e envolvente. Nós, o Haiti, somos, como todo brasileiro, movidos por essas mesmas entrelinhas. Gostaríamos de encontrar mais de nós por aí.

    A banda é formada por:

    Arthur Ferreira – Programação de batidas, teclados e baixo e voz
    Gabriel Tupinambá – Programação, teclados, guitarra
    Remo Trajano – Programação e voz

    Haiti_2

    Vocês podem ver aqui, o manifesto do Afirmacionismo, escrito pelo filósofo e dramaturgo francês Alain Badiou que inspira a banda em suas composições e visões do mundo.

    No site da banda, podemos acessar músicas, textos, fotos, vídeos, agenda de shows entre outras informações.

    Contatos:

    gabrieltupinamba@mac.com
    remotrajano@gmail.com
    tutaferreira@hotmail.com
    55 21 8181.9077
    55 21 7868.7646

    O Remo Trajano fez a gentileza de nos enviar um trecho da música Manual para disponibilizarmos por CC aqui no blog e pode ser ouvida e baixada abaixo. Curtam e divulguem, esses caras tem o que falar e o que tocar com muita personalidade… ;-)

     
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