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Arquivo de Posts de ‘cinema’

  1. Sérgio Rojas: ainda bem que ele sabe voar

    Publicado em 18 de dezembro de 2009 às 12:42 PM Autor: PyleMusic.com

    Por Paulo Tiaraju

    Na sexta feira passada, estive no estúdio do Sérgio Rojas para acompanhar a gravação de um áudio, coisa simples. Mais tarde, o Sérgio Rojas começou a nos mostrar uma trilha que ele havia composto e executado para um filme argentino, e outra para um rodado na Espanha, se entendi bem, mas o que menos importa são os países.

    Eu estava distraído ali no estúdio e, de repente, fui envolvido por um fluxo de imagens musicais, da magnitude de uma sinfonia cósmica, mas com a simplicidade de um rock rural, não sei dizer de modo explícito. Melhor falar da sugestão das imagens que a trilha me revelou, porque música, quando não cabe em si mesma, nos arrasta com ela para um lugar infinitamente maior do que a casinha em que a gente mora.

    Perplexo, eu olhava para Sérgio Rojas (e a trilha sendo despejada nas potentes caixas de som) e juro que vi um maestro que regia a Filarmônica de Berlim com a mão esquerda e, com a direita, puxava rifes de guitarra, longos e dolorosos, de uma saudade da imensidão do campo, de uma surpresa Cinema Paradiso. Não tivesse a música esse poder de comoção, eu diria que o Sérgio Rojas botou alguma coisa na minha bebida.

    Estou tentando dizer dos sentimentos, das imagens sugeridas pela da trilha de um filme que não vi, mas vi amores que quase deram certo, vi a solidão das megacolmeias urbanas, a moça da janela acesa é um pontinho que se joga do 54º andar. O glamour triunfa numa catedral transformada em boate metrossexual, com suas criaturas em danação, e logo escorre pelo ralo e dá lugar aos tambores sul-americanos para celebrar a voz de La Negra, por arranjo e obra de um Sérgio Rojas, criado pela avó que, além dos esconjuros benfazejos, desvendou para ele a maldição lisérgica das fronteiras, qualquer fronteira, em especial daquela que separa os “loucos”, geniais e produtivos, da tal “sanidade”, louca por dinheiro, infeliz de pedra por não ter acumulado a grana que sempre sonhou e nunca teve. É o risco no chão, gracias, o grito que vem da planície como eco na cordilheira, a música gaúcha no universo pop star, como eu nunca havia percebido na minha vida. Eu sei, Sérgio, eu sei, tá dificil de caminhar. Voa meu irmão, companheiro, amigo de fé, camarada. Voa, o teu lugar é no topo da montanha.

    Já comentaram: 1 Pessoa Categoria(s): Geral, Mercado Música
  2. Sérgio Rojas retorna a cena musical com o álbum “Por Onde Eu For”

    Publicado em 6 de dezembro de 2009 às 1:18 PM Autor: Gerson Ramos

    sergio_new_1

    Foto de Eurico Salis

    Sérgio Rojas, um dos artistas e compositores mais premiados do Rio Grande do Sul retorna a cena musical nacional com um novo trabalho Pop, com participações especiais de grandes nomes da música nacional.

    Com sua versatilidade, traduz no seu trabalho artístico musical as influências do rock latino de Fito Páez e Charly Garcia e da boa música popular brasileira.

    Traz na sua longa trajetória de experimentações, participações como convidado especial em diversos espetáculos de Mercedes Sosa no Brasil e na Argentina, com Fito Páez em turnê pelo Rio Grande do Sul, também dividiu palcos com Fagner, Kleiton & Kledir, Beth Carvalho, Vitor Ramil, Renato Borghetti, Sá e Guarabira, Daniela Mercury, Yamandú Costa, Diego Figueiredo, Chango Spaziuk e Elomar, entre outros artistas importantes dos cenários gaúcho, brasileiro e internacional.

     

     

     

    Na véspera do Natal de 2004, sofreu um grave acidente, que o subtraiu do cenário musical por um longo tempo. Mesmo tendo passado por diversos tratamentos e cirurgias, não deixou de compor suas canções e tocar em frente seu trabalho.

    Em 2008, o CD e DVD “Fandango” de Renato Borghetti recebeu o Troféu Açorianos com a canção de Sérgio Rojas “Milonga para Simões Lopes Neto” (tema principal do documentário e longa-metragem do Diretor Henrique de Freitas Lima) que culminou na indicação do CD “Fandango” de Renato Borghetti ao Grammy Latino 2008.

     

     

     

    Além de um extenso e talentoso trabalho como músico, produtor e compositor que navega com propriedade em diversos gêneros musicais, Sérgio Rojas tem se consagrado como compositor e produtor de trilhas sonoras para o cinema, teatro, dança e outros.  Neste ano de 2009, entre outras tantas, produziu a trilha sonora do filme La Vieja de Atrás do diretor argentino Pablo José Meza que está em fase final de produção a ser lançado em 2010 e deve circular pelos festivais mundo afora.

    Em 2009 Sérgio Rojas foi premiado na mostra gaúcha do 37. Festival de Cinema de Gramado que se realizou entre os dias 09 e 15 de agosto deste mesmo ano, com a trilha sonora para o episódio “Jogo do Osso” da série  “Contos Gauchescos” da obra literária de Simões Lopes Neto realizado pelo diretor Henrique de Freitas Lima, somando-se aos mais de 100 prêmios já recebidos em toda sua carreira musical.

    NOVO ÁLBUM

    capa_por_onde_eu_forProjeto Gráfico de Eduardo Torelly e foto de Eurico Salis

    Rojas, com enorme propriedade musical retorna a cena musical com seu novo álbum “Por Onde Eu For”, misturando influências, estilos e convidados especiais para compor um mosaico de canções, com um trabalho fértil de conteúdo e sonoridades.

    As gravações começaram no ano de 2005, em Buenos Aires, com os argentinos Guillermo Vadalá, Gonzalo Aloras e Javier Lozano, e com o uruguayo Hugo Fattoruso, no estúdio Del Cordón de Luis Restuccia, em Montevideo. No Brasil, Duca Leindecker (Cidadão Quem, Pouca Vogal), Rodrigo Tavares (Fresno), Veco Marques (Nenhum de Nós), Régis Leal (tecladista de Armandinho), Diego Floreio (Vera Loca), Mano Gomes (Delicatessen), Marquinhos Fê e o percussionista Naná Vasconcelos.

    A composição do disco contou ainda com os parceiros e músicos Serginho Moah (Papas da Língua) voz solo na música Coração Rebelde, Tonho Crocco (Ultramen) voz solo na música Por Onde Eu For, música título do CD, Alex Longoni, Celau Moreira (OSPA), Guiza Ribeiro, Rodrigo Lopes, Malcoln Robert (Claus e Vanessa), Lucas Correa (Nova Estima) e Sandro Berneira.

    As guias e as gravações das baterias foram feitas no Estúdio Caverna, de Marcelo Castilhos, em Porto Alegre.

    As músicas “Abrigo”, “Só Você” e “Encruzilhada” foram mixadas no Estúdio Yellow Submarine por Duca Leindecker e a canção “Não Tenho Tempo” por Leandro Schirmer. As demais canções foram mixadas e finalizadas no Estúdio Soluções Criativas por Sérgio Rojas. A masterização final é de Marcos Abreu.

    Em 2009 finaliza o seu álbum “Por Onde eu For” lançando como primeira música de divulgação “Coração Rebelde” com participações especiais de Serginho Moah na voz solo (Papas da Língua) e na guitarra Rodrigo Tavares (Fresno).

    O disco será lançado gradativamente pela internet durante os próximos 3 meses de verão, apresentando uma música de cada vez para que possamos apreciar o belo trabalho musical e de produção realizado neste novo disco que culminará em um show de lançamento do novo CD pelos meados de março ou abril . Vale a pena esperar por cada faixa mais esse trabalho de alta qualidade de Sérgio Rojas.

    Contato para shows:

    produtora_logo
    contato@sergiorojas.com.br

    Onde você encontra mais de Sérgio Rojas e pode ouvir e baixar músicas:

    Site Oficial
    Twitter
    MySpace
    Facebook
    Last.fm
    Reverbnation
    Orkut Perfil 1
    Orkut Perfil 2
    Youtube

    Curtam e baixem em primeira mão a música Coração Rebelde de Sérgio Rojas aqui no blog do PyleMusic.

     
    icon for podpress  Coração Rebelde [4:05m]: Play Now | Play in Popup | Download
    Já comentaram: 0 pessoas Categoria(s): Mercado Música
  3. “Wolverine” fatura na primeira semana U$ 87 milhões nos EUA, e a Fox culpa o P2P…

    Publicado em 5 de maio de 2009 às 10:00 AM Autor: Gerson Ramos

    wolverine-fox1

    Foto divulgação do Filme – wallpaper Fox-Marvel

    Nunca foi minha intenção postar aqui no blog do PyleMusic, matérias relacionadas ao cinema ou coisas correlatas, até porque esse blog é um espaço para a música e os demais assuntos que envolvem este projeto em particular. Mas eu não poderia deixar passar algo importante como este, devido a toda discussão relativa a “pirataria” e o esforço que estamos fazendo aqui no blog (e aqui) para esclarecer as questões relativas a tal “pirataria” e as reais intenções que estão por trás dessa gigantesca campanha em prol do copyright no mundo todo.

    Estes grandes grupos multinacionais, que detém a maior parte do bilionário mercado de entretenimento mundial, estão processando pessoas físicas e sites de internet nos quatro cantos do mundo, assim como, a fazer lobby junto a todos os governos do mundo para que endureçam as leis que regem a internet, sequer se importando com a restrição dos direitos do cidadão, alegando que estão perdendo milhões de dólares por culpa do compartilhamento de músicas e filmes através, principalmente, das redes P2P. Mas será que é verdade? Acredito que não!

    Em uma matéria publicada no site Info Online no dia 03 de maio, aqui no Brasil, a Fox, distribuidora do filme, juntamente com os produtores do mesmo, anunciaram a arrecadação recorde de 87 milhões de dólares já na primeira semana de lançamento no mercado norte-americano e bilheteria estimada em 160 milhões de dólares para o resto do mundo. Sem contar ai a exploração comercial dos royalts de imagem para brinquedos, música, etc, etc. Esses números mostram claramente que existe algo de muito errado em todo este alarde da indústria do entretenimento a favor de seus négócios.

    Gostaria de deixar claro aos nossos leitores que não defendemos a “pirataria”na sua forma danosa de ser, porque compartilhar música não deve ou pode ser comparado a roubo ou “pirataria” digital em um sentido tão amplo assim – a coisa é mais complexa que isso, não é tão simples assim taxar tudo simplesmente de “pirataria”.

    Mas não podemos concordar com a exploração do artista e do consumidor, assim como, não concordamos com as práticas coersivas adotadas por estas empresas e pelas posições políticas que alguns legisladores, provavelmente apoiados ou pressionados por estas empresas e que estão tentado transferir para as leis em votação ao redor do mundo e principalmente aqui no Brasil, os desejos dessa minoria de interessados apenas em grandes lucros, fazendo-nos crer que os ladrões somos nós todos, usuários de internet – o que não é verdade.

    Estas empresas estão em campanha de desinformação, e possuem algum motivo há para isso, como pode mostrar a própria incoerência dos fatos apresentados na matéria publicada pela Info Online.

    Somos a favor de mudanças na lei de direitos autorais, mas que a mudança seja na direção da liberdade e da justiça, na manutenção dos direitos do autor, mas também, na manutenção da liberdade do cidadão e da internet. Somos a favor da criação de um modelo de negócios mais viável aos artistas – autor original da obra, evitando assim, a sua exploração danosa nesse mercado, e proporcionando a todos uma oportunidade igual sem filtros de interesses de minorias, e sim pelo próprio trabalho e mérito junto ao público. Este modelo deve também contemplar o consumidor, oferecendo preços mais justos ao adminirador de música e filmes. Jacques Attali dá um bom exemplo de que podem haver alternativas saudáveis para o mercado e para o sistema de direitos autorais.

    Faço-me sempre a pergunta: qual o motivo de se manter os preços abusivos, se a distribuição por meio digital não contempla fatores que compõem os custos físicos de distribuição como transporte, arte e design, embalagem, comissão de varejo, impostos entre outros?

    Essa matéria da Info Online é um bom motivo para que a sociedade pense melhor a respeito dessa questão relativa aos direitos do autor e a crimes digitais, para que se debata mais, e que se exija um maior esclarecimento do legislador frente a construção de leis que envolvam um tema tão complexo e de amplo interesse da sociedade.

    Já comentaram: 0 pessoas Categoria(s): Direito Autoral, Mercado Música
  4. Os piratas de ontem são os “bacanas” de hoje – Parte I

    Publicado em 1 de maio de 2009 às 11:59 AM Autor: Gerson Ramos

    lessigbooks

    Foto de laihiu sob licença Creative Commons 2.0 BY-NC

    Tenho acompanhado debates sobre pirataria na internet faz muito tempo. Faz, também, muito tempo que a indústria de entretenimento tenta de todas as formas combater o que eles chamam de pirataria digital – de pirataria na internet. Estamos acompanhando isso na mídia tradicional e na internet quase que diariamente, mas nada nos esclarece realmente do que está em jogo por trás disso tudo.

    São ameaças da indústria a pessoas físicas, processos contra garotas, garotos, senhoras e sites, lobbies políticos no mundo todo onde se aproveitam da desinformação para fazer valer sua vontade através de uma legislação arcaica, perigosa e restritiva de direitos, e ampliando a extensão sobre o direito as obras que estão sob sua propriedade para ganharem dinheiro por mais algumas décadas, evitando com isso a renovação e a expansão da cultura a nível mundial.

    Muito poucos ganham nesse jogo de poder e dinheiro, como todos já devem saber. Consumimos obrigatoriamente, quase sem opção por anos a fio os mesmos artistas, as mesmas músicas, os mesmos programas de TV, os mesmos seriados, as mesmas fórmulas cinematográficas, enfim, o mesmo se repete a cada ano, já se faz mais de 50 anos.

    O mundo está mais uma vez mudando, mais uma vez evoluindo, e nada mais do que legítima essa evolução, porque ela parte do seio da sociedade – parte dos cidadãos, legítimos e livres que cada vez mais são informados pela verdade dos fatos através da liberdade que a internet proporcionou ao mundo.

    Essa mudança que está chegando ficou óbvia nesses últimos anos que passaram, e ainda, mais evidente hoje. Evidência essa, dada pela própria indústria do entretenimento que reluta em aceitar o novo que está chegando, chamando essa virada nos hábitos da sociedade e avanço tecnológico, de pirataria. Isso não é pirataria, é sim o anúncio do fim de um modelo antigo e arcaico. Essa não é uma luta travada contra a pirataria, é sim uma luta de poucos à favor de um modelo econômico egoísta e manipulador. Esse modelo está agonizante, mas precisamos apresentar um novo modelo que o substitua e esteja mais de acordo com os novos tempos, que seja mais justo para todos os envolvidos e garanta a sobrevivência da cadeia produtiva que, também, terá que se ajustar ao novo.

    Não vou entrar mais a fundo na questão do porquê a indústria esta relutante ao aceitar o novo e tentar mudar junto com ele, porque a idéia deste post não é esta, mas é o de tentar mostrar um lado da história que poucos conhecem, e que por algum motivo não é nunca publicada nos meios de comunicação tradicionais e de alcance das massas.

    Vou copiar aqui, com o maior prazer e liberdade, através de licença Creative Commons, trechos do livro “Cultura Livre” de Lawrence Lessig, que conta para nós com muita propriedade, quem foram os piratas do passado e quem são eles hoje. Talvez assim, possamos todos ter uma visão mais clara, e porque não verdadeira, do que estamos assistindo sem entender, sem saber o que fazer, sem saber em quem acreditar. Quem sabe, publicando livremente a história como ela é, das palavras de pessoa tão reconhecida como Lessig, possamos pensar melhor, refletir, e quem sabe iniciar realmente debates mais consistentes e definitivos para construirmos o nosso próximo futuro.

    Como os posts se tornarão obrigatoriamente grandes, porque quero manter cada palavra dos trechos da história contada nesta obra de Lessig, os dividirei em 4 partes, não necessariamente na ordem que consta no livro: colarei aqui o Capítulo Quatro “PIRATAS” do livro “Cultura Livre”, a começar pelo Cinema e a seguir pela TV a Cabo, Rádio e por fim o Disco (Indústria Fonográfica), que finalizará a história, e assim espero estar contribuindo para os futuros debates sobre o futuro da música e da mídia, assim como, para contribuir aos políticos com a importância de se saber a história e legislar a favor do cidadão, e não a favor de poucos grupos capitalistas.

    O que Lessig conta para nós no Capítulo Quatro de seu livro?

    Se “pirataria” significa usar a propriedade intelectual de outros sem sua permissão – se “há bem, há direito” for verdade – a história da indústria de conteúdo é a história da pirataria. Todos os setores importantes da grande mídia de hoje – filmes, discos, rádio e TV a cabo – nasceram da pirataria, se a definirmos assim. A história principal é como os piratas da geração passada se tornam os bacanas desta geração – até agora.

    Cinema

    A indústria cinematográfica de Hollywood foi construída por piratas em fuga. Criadores e diretores migraram da costa leste para a Califórnia no início do século XX, tentando escapar ao controle das patentes do inventor do cinema, Thomas Edison. Esse controle era exercido através de um truste, a Motion Pictures Patents Company, e era baseado na propriedade intelectual de Thomas Edison – suas patentes.

    Edison criou a MPPC para exercer os direitos que sua propriedade intelectual lhe concedia, e a MPPC não brincava em serviço. Um comentarista conta uma parte da história, Janeiro de 1909 foi o prazo estabelecido para que todas as companhias estivessem de acordo com a licença. Em fevereiro, alguns fora-da-lei não-licenciados, que se autodenominavam independentes, protestaram contra o truste e mantiveram seus negócios, sem se submeter ao monopólio de Edison. Em julho de 1909, o movimento dos independentes estava no auge, com produtores e donos de cinema usando equipamentos ilegais e películas importadas para criar seu próprio mercado clandestino.

    Como o número de cinemas baratos no país aumentava vertiginosamente, a MPPC reagiu ao movimento independente criando uma subsidiária truculenta, conhecida como General Film Company, com o objetivo de bloquear o desenvolvimento de independentes não-licenciados. Usando táticas coercitivas que se tornaram lendárias, a General Film confiscou equipamentos, cortou o fornecimento de produtos a cinemas que mostravam filmes sem licença e na prática monopolizou a distribuição, adquirindo todas as distribuidoras do país – exceto a do independente William Fox, que desafiou o truste mesmo depois de ter sua licença revogada.

    Equivalentes ao Napster de sua época, os “independentes” eram companhias como a Fox. E, assim como hoje, foram enfrentados com vigor. “As filmagens eram interrompidas por roubo de maquinário, e ‘acidentes’ resultando em perda de negativos, equipamentos, prédios e até mesmo vidas ocorriam freqüentemente”. Isso levou os independentes a fugir da costa leste. A Califórnia era longe o suficiente do alcance de Edison para que os cineastas pudessem piratear as invenções dele sem medo da lei. E os líderes do cinema de Hollywood, a Fox notadamente, fizeram justamente isso.

    Claro, a Califórnia cresceu com rapidez, e a execução efetiva das leis federais acabou se estendendo a oeste. Mas, já que as patentes garantem aos seus donos um monopólio “limitado” (apenas 17 anos na época), quando os federais apareceram por lá elas já haviam vencido. Uma nova indústria havia nascido, em parte, devido à pirataria da propriedade intelectual de Edison.

    Mais adiante postarei a segunda parte de nossa história, no intuito de contribuir com a informação.

    Acredito que com este trecho acima, já dá para termos uma pequena noção do porquê esses grandes grupos estão buscando junto aos legisladores de todos os países do mundo restringir os direitos a liberdade que a internet proporcionou ao cidadão comum.

    Conto com todos que entendem e conheçam profundamente estas questões para que publiquem e disseminem de forma mais popular e direta estas informações tão importantes para o conhecimento e futuro da humanidade.

    Já comentaram: 2 Pessoas Categoria(s): Direito Autoral, Mercado Música

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