A natureza é realmente implacável quando reclama dos maus tratos feito pelo homem. Mas nem sempre é o homem o casador dessa fúria, a própria evolução, do planeta requer mudanças e desastres, isto porque estamos em constante evolução. O homem vêm causando muito problemas e não é só o aquecimento global como a maioria fala. Um dos maiores desastres ecológicos está acontecendo agora, encontrasse no Golfo do México provocado pelo vazamento de óleo da British Petroleum (BP).
Em 20 de abril de 2010, a plataforma de petróleo chamada Deepwater Horizon (Horizonte em Águas Profundas), localizada a 42 quilômetros a sudeste de Louisianna, no Golfo do México, explodiu, matando onze trabalhadores e afundando-a nas profundezas do Golfo. Quando a plataforma afundou, o tubo de perfuração se destacou da plataforma e por conseqüência começou a vazar petróleo no fundo do oceano, pois a outra extremidade do tubo de elevação ficou ligado à cabeça do poço no fundo do mar, o que permitiu que o petróleo fluísse livremente de seu reservatório subterrâneo. Esse vazamento vem batendo recordes, o óleo já invadiu as costas litorâneas dos Estados Unidos. Além do petroléo vazando há também uma grande quantidade de metano e outros gases tóxicos. ”No final de maio a BP admitiu que o metano representa cerca de 40 por cento da massa do petróleo que está vazando. Além do metano, grandes montagens tóxicas de sulfeto de hidrogênio, benzeno e cloreto de metileno, entre outros, estão vazando para o Golfo de acordo com a EPA”.
Para diminuir os estragos e conter o vazamento de óleo a BP começou a utilizar um agente químico chamado: COREXIT 9500, para dissipar o petroléo na água. Mas fazendo isso só piorou as coisas. Além do petroléo causar uma ”zona morta” no Golfo do México, o COREXIT 9500, dispersante de óleo utilizado pela BP, de acordo com fontes da FEMA, está se misturando com a água evaporada do Golfo. Esta mistura mortal é então absorvida pelas nuvens de chuva e produz precipitação tóxica que ameaça continuar a matar animais marinhos e terrestres, plantas e os seres humanos, dentro de um raio de 321 quilômetros do local do desastre do Deepwater Horizon no Golfo. De acordo com Madsen, a “zona morta” criada por uma combinação de metano e chuva de COREXIT tóxico, acabará por resultar na evacuação e abandono a longo prazo das cidades e vilas dentro em um raio de 321 quilômetros do vazamento de petróleo.
“Os planos estão sendo preparados para a evacuação obrigatória de Nova Orleans, Baton Rouge, Mandeville, Hammond, Houma, Belle Chase, Chalmette, Slidell, Biloxi, Gulfport, Pensacola, Hattiesburg, Mobile, Bay Minette, Fort Walton Beach, Panama City , Crestview, e Pascagoula”, escreve Madsen.
Os jornais e a mídia especializada não andam expondo o que realmente deveríamos saber, eles se preocupam muito com acidantes caóticos de trânsito, que todos os dias acontecem e não nos transmite a verdade, a ”destruição” que esta acontecendo em nosso planeta. As pessoas não se conscientizam do tamanho do problema, muitas preferem ligar a TV e ficar vendo ”disputas ” entre a Rede Globo e a Rede Record ou as noticias de sequestro e assalto, coisas que vivemos todos dias.
A corrente marítima está depositando grande quantidade de petróleo nas praias junto com animais mortos e encharcados de óleo na costa do Estado norte-americano da Geórgia. Foram encontradas aves mortas em piscinas de petróleo e dispersantes, que inundaram seus habitats pantanosos. Várias espécies de animais do Golfo do México estão em risco de extinção, como as Tartarugas Oliva e de Couro, a Baleia Cachalote, algumas aves como o Batuíra Melodiosa, e o Esturjão, segundo o Centro Biológico da Diversidade (CBD). Em razão do desastre, a organização pediu à Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos que acrescentasse o Atum Azul. Há centenas de aves e mamíferos marinhos que são muito sensíveis ao petróleo – disse o professor Michael Blum, do Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva da Universidade de Tulane. “Espécies inteiras podem desaparecer. O Pelicano Pardo acaba de ser retirado da lista de animais em perigo. Se começarem a morrer em grande quantidade, podem voltar à situação anterior”, acrescentou.
É são muitos estragos e muito pouco podemos fazer naquel região, além de divulgar a informação que pouco é passada para população.
FONTE: Revista Viverde, Revista National Geografic
LiveScience: Methane Tracking Could Size Up Gulf Oil Slick
MSNBC: Storm system may slam Gulf, BP cleanup sites
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