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	<title>PyleMusic.com &#187; história da Tv a Cabo</title>
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	<description>Um novo modelo para o mercado de música está começando aqui</description>
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		<title>Os piratas de ontem são os “bacanas” de hoje &#8211; Parte II</title>
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		<pubDate>Mon, 04 May 2009 20:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gerson Ramos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foto de Pyxel by Dixel sob licença Creative Commons BY-NC-ND
Continuando a publicar o outro lado da história que ninguém conhece, mostro aqui a sequência contada por Lawrence Lessig em seu livro &#8220;Cultura Livre&#8220;, no capítulo quatro, onde ele faz o relato sobre o início da TV a Cabo nos Estados Unidos da América.
TV a Cabo
A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.pylemusic.com/blog/wp-content/uploads/2009/05/copyfight_lessig.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-714" title="copyfight_lessig" src="http://www.pylemusic.com/blog/wp-content/uploads/2009/05/copyfight_lessig.jpg" alt="copyfight_lessig" /></a><a href="http://www.flickr.com/photos/pixelydixel/26512820/" target="_blank">Foto</a> de <a href="http://www.flickr.com/photos/pixelydixel/" target="_blank">Pyxel by Dixel</a> sob licença Creative Commons <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/deed.en" target="_blank">BY-NC-ND</a></p>
<p style="text-align: left;">Continuando a publicar o outro lado da história que ninguém conhece, mostro aqui a sequência contada por <a href="http://www.lessig.org/" target="_blank">Lawrence Lessi</a>g em seu livro &#8220;<a href="http://www.rau-tu.unicamp.br/nou-rau/softwarelivre/document/?view=144" target="_blank">Cultura Livre</a>&#8220;, no capítulo quatro, onde ele faz o relato sobre o início da TV a Cabo nos Estados Unidos da América.</p>
<blockquote><p><strong>TV a Cabo</strong></p>
<p>A TV a cabo também nasceu de uma forma de pirataria.</p>
<p>Quando, em 1948, os empresários do setor começaram a instalar seus cabos em algumas comunidades, a maioria se recusou a pagar pelo conteúdo que era retransmitido. Mesmo quando as companhias de TV a cabo começaram a vender o acesso a transmissões de TV, eles se recusaram a pagar. As companhias de cabo estavam napsterizando o conteúdo das emissoras, mas de forma muito mais escandalosa do que o Napster jamais fez – o programa de downloads de mp3 nunca cobrou por seu serviço de compartilhamento de arquivos.</p>
<p>Emissoras e titulares de copyright foram rápidos em atacar esse roubo. Rosel Hyde, presidente da FCC, via essa prática como uma forma “injusta e destrutiva de competição”. Podia existir “interesse público” em aumentar o alcance da TV a cabo, mas, como perguntou Douglas Anello, advogado da National Association of Broadcasters, durante seu depoimento ao senador Quentin Burdick, “o interesse público ordena que você use a propriedade de outra pessoa?”. Como outro dono de emissora colocou.</p>
<p>O mais extraordinário na TV a cabo é que esse é o único negócio que conheço em que não se paga o que é vendido.</p>
<p>De novo, a exigência dos donos dos direitos autorais parecia bastante razoável:</p>
<p>Tudo o que pedimos é algo muito simples: que as pessoas que tomam nossa propriedade sem pagar por ela paguem. Estamos tentando conter a pirataria, e não creio que haja uma palavra mais suave para descrever a situação. Acho que palavras mais duras seriam apropriadas.</p>
<p>Eles eram “aproveitadores”, disse Charlton Heston, presidente da Screen Actor&#8217;s Guild, que estavam “privando os atores da compensação por seu trabalho”.</p>
<p>Mas, novamente, havia outro lado no debate. Como colocou o assistente do procurador geral de justiça Edwin Zimmerman, A questão aqui não é se vocês têm direito ou não à proteção de copyright. O problema é se os titulares desse direito, que já são compensados e que já detêm um monopólio, devem ter permissão para aumentar esse monopólio. [...] A questão é quanta compensação eles devem ter e até que ponto esse direito deve ser levado.</p>
<p>Os titulares de copyright levaram as companhias de TV a cabo ao tribunal. Por duas vezes, a Suprema Corte decidiu em favor das empresas de TV a cabo.</p>
<p>Passaram-se quase 30 anos, antes que o congresso resolvesse se as companhias de TV a cabo tinham que pagar pelo conteúdo que “pirateavam”. No final, o congresso decidiu do mesmo modo que resolveu a questão sobre toca-discos e pianolas. Sim, as empresas de TV a cabo teriam que pagar pelo conteúdo que distribuem. O preço que elas teriam que pagar, no entanto, não era determinado pelos titulares do copyright.</p>
<p>O preço seria determinado por lei, de forma que as emissoras não pudessem exercer poder de veto sobre a tecnologia emergente. Essas companhias construíram seu império em parte devido à “pirataria” de um bem criado pelas emissoras.</p>
<p>Mesmo separadas, essas histórias têm o mesmo tema. Se “pirataria” significa usar a propriedade intelectual de outro sem sua permissão – como o conceito é cada vez mais definido hoje–, então cada uma das indústrias sujeitas a copyright hoje em dia é produto e beneficiária de alguma espécie de pirataria. Cinema, rádio, TV a cabo&#8230; A lista é longa e poderia ser expandida. Toda geração dá boas vindas aos piratas da anterior. Todas as gerações – até agora.</p></blockquote>
<p>Se alguém ainda possui alguma dúvida com relação a como estes mercados foram construidos, ainda veremos nos meus próssimos posts a história da criação do Rádio e finalmente a da atual indústria fonográfica.</p>
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