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	<title>PyleMusic.com &#187; história do rádio</title>
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		<title>Os piratas de ontem são os “bacanas” de hoje &#8211; Parte III</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 17:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gerson Ramos</dc:creator>
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Foto de Incandeza (Mike) cedida para este post.
A história se repete também na criação do Rádio nos Estados Unidos da América, modelo que foi replicado no mundo todo. Vejam aqui como aconteceu na realidade a história do nascimento do Rádio contada no livro &#8220;Cultura Livre&#8220;, em seu capítulo quatro, &#8220;PIRATAS&#8221; de Lawrence Lessig.

Rádio
O rádio também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.pylemusic.com/blog/wp-content/uploads/2009/05/copyisloser.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-772" title="copyisloser" src="http://www.pylemusic.com/blog/wp-content/uploads/2009/05/copyisloser.jpg" alt="copyisloser" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/incandenza/3327477366/" target="_blank">Foto</a> de <a href="http://www.flickr.com/photos/incandenza/" target="_blank">Incandeza</a> (Mike) cedida para este post.</p>
<p style="text-align: left;">A história se repete também na criação do Rádio nos Estados Unidos da América, modelo que foi replicado no mundo todo. Vejam aqui como aconteceu na realidade a história do nascimento do Rádio contada no livro &#8220;<a href="http://www.rau-tu.unicamp.br/nou-rau/softwarelivre/document/?view=144" target="_blank">Cultura Livre</a>&#8220;, em seu capítulo quatro, <strong>&#8220;PIRATAS&#8221;</strong> de <a href="http://www.lessig.org/" target="_blank">Lawrence Lessig</a>.</p>
<p style="text-align: left;">
<blockquote><p><strong>Rádio</strong></p>
<p>O rádio também nasceu da pirataria. Quando uma estação de rádio toca um disco no ar, isso constitui uma “execução pública” do trabalho do compositor. Como descrevi acima, a lei dá ao compositor (ou ao titular do copyright) o direito exclusivo sobre execuções públicas do seu trabalho.</p>
<p>As estações de rádio, portanto, devem dinheiro ao compositor por essa apropriação.</p>
<p>Mas, quando uma estação de rádio toca uma gravação, ela não está executando apenas uma cópia da obra do compositor. A estação de rádio também está executando uma cópia do artista que gravou a música. Uma coisa é ter o coral de crianças da região cantando “Parabéns Pra Você” no rádio; outra bem diferente é tocar uma versão dos Rolling Stones ou de Lyle Lovett. A gravação de um artista consagrado adiciona valor à execução de uma composição pelo rádio. Se a lei fosse perfeitamente consistente, a estação de rádio teria que pagar à banda ou ao músico pelo seu trabalho, do mesmo jeito que paga ao compositor da música.</p>
<p>Mas não é assim. Sob a lei que regula as transmissões de rádio, a estação não tem que pagar ao músico ou à banda. A rádio só paga ao compositor. Assim, a estação morde um pedaço sem dar nada em troca.</p>
<p>Ela toca de graça o trabalho dos músicos, mesmo que precise pagar ao compositor pelo privilégio de tocar a música.</p>
<p>A diferença pode ser enorme. Imagine que você compôs uma música. Imagine que é a sua primeira. Você tem o direito exclusivo de autorizar execuções públicas dela. Se a Madonna quer cantar sua música em público, ela tem que ter a sua permissão.</p>
<p>Imagine que ela cantou a sua música e imagine que ela gostou muito. Ela decide gravar sua música, que se torna um sucesso. Pela nossa lei, toda vez que uma rádio toca sua música, você ganha algum dinheiro.</p>
<p>Mas a Madonna não ganha nada, salvo o efeito indireto nas vendas dos seus CDs. A execução pública da gravação dela não é reconhecida como direito. A estação de rádio pirateia o valor do trabalho da Madonna sem pagar nada a ela.</p>
<p>Sem dúvida alguém poderia argumentar que, no fim das contas, os músicos se beneficiam. Em média, a promoção ganha é mais importante do que os direitos renunciados. Mas, mesmo que seja assim, a lei normalmente faculta aos criadores o direito de decidir. Tomando a decisão pelos músicos, a lei dá às estações de rádio o direito de tomar alguma coisa por nada.</p></blockquote>
<p>No próximo e último post encerraremos com o relato do nascimento da indústria fonográfica contemporânea, também abordado por Lessig desta mesma ótica acima, nos mostrando que o mundo está novamente mudando, pedindo uma nova ordem para a questão de direitos autorais pela simples evolução da sociedade.</p>
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