Tive o prazer de assitir em tempo real, nesta madrugada de terça-feira, via internet (enviado através do laptop do Everton Rodrigues) o ensaio do BataclãFC, que se preparava para o show no Teatro CIEE em Porto Alegre na programação do I Forum Música para Baixar (MPB). A galera tá afinada e pronta para detonar amanhã no show. Confira lá no Teatro CIEE as 19h, é sonzera garantida.
Pura descontração e som rolando direto nas duas horas de ensaio. Nos encontramos lá galera. Olhem as imagens abaixo:
Nesta Quarta-Feira, dia 24 junho às 19h rola em Porto Alegre:
Local: Teatro CIEE – Rua Dom Pedro II, 861
Vanessa Longoni (RJ) – ouça
GOG e Ellen Oléria (DF) – ouça ele e ouça ela
com participações de:
DJ Madruga e Rapper Big (Grupo tr.o.pa – trovadores originais de porto alegre)
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Bataclã FC (RS) – ouça
com participações de:
Fernando Anitelli (Teatro Mágico – SP), Andrea Cavalheiro (ouça), Nei Lisboa (ouça) , Grupo Alinka (rappers Carla e Nani)
A entrada livre!
Não gravamos as imagens, mas temos um video maneiro da BataclãFC fazendo o maior som no Bar Ocidente em Porto Alegre.
Valeu Everton, temos que fazer mais dessas…
De 24 a 27 de junho em Porto Alegre acontecerá o I Fórum Música para Baixar (MPB). Será o terceiro grande encontro do ano organizado pelo movimento. O primeiro foi no dia 15 de março, em Brasília/DF, onde mais de quarenta pessoas ligadas à música encaminharam o fórum em Porto Alegre, concomitante com o 10° Fórum Internacional de Software Livre. O segundo foi no dia 30 de maio na cidade de Guará/DF, onde 35 mulheres se mobilizaram contra o AI-5 digital e foi articulado por artistas, produtoras, militantes de alguns coletivos e jornalistas na Casa Roxa.
Abaixo a programação completa do Fórum Música para Baixar que acontecerá agora em Junho em Porto Alegre/RS:
16h – A economia solidária da música livre
Descrição: O Debate tem como objetivo discutir e divulgar os novos paradigmas da economia da musica e os novos modelos de negócios. Ao contrário da prática das grandes gravadoras que estão sendo afetadas pela interatividade da internet, e atualmente ainda insistem na criminalização das usuárias e dos usuários que baixam música, precisamos desenvolver iniciativas de cooperação onde os músicos e produtoras sejam remuneradas de forma justa e as usuárias de músicas adotem o consumo consciente. Diante disso, é preciso compreender melhor as propostas da economia solidária e desenvolver iniciativas para os agentes da música livre.
Mediadora: Ellen Oleria – Cantora, compositora e instrumentista que mistura poesia em melodias contagiantes
Debatedoras(es)
10h – Projeto de Controle da Internet
Descrição: A Internet é uma rede de comunicação aberta e livre. Nela, podemos criar conteúdos, formatos e tecnologias sem a necessidade de autorização de nenhum governo ou corporação. A Internet democratizou o acesso a informação e tem assegurado práticas colaborativas extremamente importantes para a diversidade cultural. A Internet é a maior expressão da era da informação. A internet por ser um meio para o envolvimento social e humano é a mais importante criação coletiva, a mais democrática ferramenta de comunicação, por sua capacidade de oferecer interatividade. Suas possibilidades de manifestações da diversidade cultural, local e planetária são infinitas.
A Internet reduziu as barreiras de entrada para se comunicar, para se disseminar mensagens. E isto incomoda grandes grupos econômicos e de intermediários da cultura. Por isso, se juntam para retirar da Internet as possibilidades de livre criação e de compartilhamento de bens culturais de de conhecimento.
Um projeto de lei do governo conservador do Presidente Nicolas Sarkozi tentou bloquear as redes P2P na França e tornar suspeitos(as) de prática criminosa todas as usuárias e todos os usuários. O projeto foi derrotado.
No Brasil, um projeto substitutivo sobre crimes na Internet aprovado e defendido pelo Senador Azeredo está para ser votado na Câmara de Deputados. Seu objetivo é criminalizar práticas cotidianas na Internet, tornar suspeitas as redes P2P , impedir a existência de redes abertas, reforçar o DRM que impedirá o livre uso de aparelhos digitais. Entre outros absurdos, o projeto quer transformar os provedores de acesso em uma espécie de polícia privada. O projeto coloca em risco a privacidade dos/as internautas e, se aprovado, elevará o já elevado custo de comunicação no Brasil.
O objetivo do debate é tornar nítido as verdadeiras implicações desse projeto e as formas de combate ao mesmo.
Mediador: Everton Rodrigues – Banda Bataclã FC , membro do Coletivo Brasil Autogestionário, consultor em tecnologias livres e ativista do projeto software livre Brasil.
17h – Formas de licenciamento, gestão coletiva e proposta de mudança na legislação autoral
Mediador: Fabricio Noronha – Banda Sol na Garganta do Futuro e atua em produções audiovisuais e um dos criadores do Cine Falcatrua
Debatedores:
17h – Democratização da comunicação e distribuição de conteúdos culturais alternativos
Descrição: Acesso aos bens culturais e mecanismos de democratização da comunicação; uso de novas tecnologias e distribuição digital de conteúdos culturais; experiências exitosas nesse sentido e compartilhamento de ações.
Mediador: Representante das rádios comunitárias
17h – Debate sobre autogestão e geração de renda dos agentes culturais
Descrição: Nesse novo mundo da cultura, o mundo da tecnologia, da internet, se faz necessário que os agentes culturais não sejam apenas criadores de obras e sim gestores de suas carreiras, buscando sempre novas alternativas e construções de redes para ampliar a divulgação de seus trabalhos. Dentro dessa perspectiva a troca de informações sobre práticas solidárias é fundamental para melhor instrumentalizar esse novo agente cultural.
“A construção da economia solidária é uma destas outras estratégias. Ela aproveita a mudança nas relações de produção provocada pelo grande capital para lançar os alicerces de novas formas de organização da produção, à base de uma lógica oposta àquela que rege o mercado capitalista. Tudo leva a acreditar que a economia solidária permitirá, ao cabo de alguns anos, dar a muitos, que esperam em vão um novo emprego, a oportunidade de se reintegrar à produção por conta própria individual ou coletivamente…”(SINGER, 2000 p. 138).
Mediador: Richard Serraria – Musico, cantor, poeta e ativista cultural
Contatos:
Richard Serraria – serraria@gmail.com / (51) 9104 7759
Everton Rodrigues – everton@softwarelivre.org / (51) 8485 0299
As ações continuam fortes a favor de mudanças positivas para o projeto de Lei 84/99 de autoria do Senador Eduardo Azeredo.
Se você é artista, produtora, amante da música e acredita que a internet deve ser um espaço democrático junte-se nesse ato que acontecerá em Brasilia no dia 30 de maio, às 15h na casa Casa Roxa, sede da Associação Coturno de Vênus (QE 28, conjunto B, casa 13, 71060 022, Guará II – DF).
Mais informações aqui.
Foto de Paulo Fehlauer sob licença Creative Commons 2.0 BY-NC-SA
Acontece no dia 25 de maio, nesta próxima segunda-feira às 14h na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul em Porto Alegre, o Ato Público contra o projeto de lei do Senador Azeredo, o PL 84/99, já aprovado pelo Senado brasileiro e à caminho da Câmara dos Deputados.
Não se está combatendo a libertinagem na internet e sim a falta de informação. O Ato será realizado para informar a população dos perigos de se aprovar uma legislação baseada na desinformação. Os crimes precisam ser combatidos, mas para isso precisa-se regular a forma e os meios para se chegar ao criminoso. Não está correto tratar cada cidadão pelo princípio de que todos são criminosos até que provem o contrário, como prediz este projeto de lei.
O projeto de Lei 84/99 também onera a inclusão digital em centros de cultura, assim como onerará o acesso a internet para todos os cidadãos prejudicando a inclusão digital e o acesso a informação principalmente das populações mais carentes. É um retrocesso a democracia e uma proteção aos interesses de poucos mega empresários que exploram o comércio do copyright e das comunicações.
Se você é músico independente e acredita que a internet é um meio legítimo e democrático para divulgar seu trabalho, negociar seus produtos e expandir a cultura, compareça ao ato e defenda sua liberdade e seu negócio como artista, produtor e difusor da cultura.
Abaixo a chamada oficial para o ato:
A internet ampliou de forma inédita a comunicação humana, potencializando o acesso, a produção e a distribuição do conhecimento e da cultura. Parcela significativa da população brasileira ainda não possui acesso a internet banda larga e o Brasil mesmo com desigualdades, está entre os países com mais usuários na rede – somos cerca de 22 milhões de internautas e os que mais ficam online no mundo (22 horas em média por mês); Você que tem o hábito de baixar arquivos como músicas e filmes livremente da internet, poderá ser preso e condenado a até 3 anos de prisão se fôr aprovado o Projeto de Lei do Senador Eduardo Azeredo (e aqui) que propõe uma regulamentação penal para a internet no Brasil. Uma regulamentação é urgente sim, mas que seja precedida de um amplo debate técnico e político e de uma proposta de regulamentação civil, estabelecendo parâmetros entre LIBERDADE E CONTROLE, PRIVACIDADE E VIGILÂNCIA, ANONIMATO E IDENTIFICAÇÃO claros e coerentes para usuários, empresas e o Estado.
Internet Livre no Brasil, um direito de todas e todos!
Créditos texto e vídeo: Richard Serraria e Everton Rodrigues