É verdade podem baixar, baixe muito, quantas vezes quiserem… São 14 músicas do Álbum lançado em setembro de 2008 totalmente grátis. Adoro o som do Suco… confiram e baixem lá no site da banda na Trama Virtual.
Como a Dani Rauen mesmo falou, você não paga e o Suco ganha! Cada download realizado tem um valor em dinheiro e você estará ajudando o Suco Eléctrico a financiar o próximo álbum.
BEBADOSUCO!
Celso Krause é guitarrista e compositor autodidata. Desde 1980 se apresenta profissionalmente. Conhecido meu desde meados da década de 80, quando tocávamos no sótão de um colégio na cidade de Pelotas no Rio Grande do Sul, onde se acumulavam instrumentos da antiga e premiada banda marcial da escola. Eu tocava mal e porcamente uma bateria, apenas curtia fazer um sonzinho, e junto com outros amigos tocávamos nas horas de recreio e às vezes nos finais de semana. Tocávamos ali The Beatles e Rolling Stones e mais uns improvisos e barulhos.
Celso, que não estudava ali, mas amava música como se fosse tudo na vida, estava sempre procurando um canto para deslizar seus dedos pelas cordas de sua guitarra… chegava batia na porta e pedia para fazer um sonzinho… só que não era um sonzinho, era puro improviso e delírio, e ali que descobri com ele que a música ia além daquele barulho que fazíamos naquele porão. Ele olhava para mim e pedia: toca ai, qualquer coisa… vai tocando… e dali ele ia improvisando… puro jazz, puro improvisso… momentos bacanas que ficam na nossa memória. Agora depois de muitos anos o encontro na estrada da música, eu aqui com meu projeto e ele a milhão com sua guitarra e violão na estrada e disponibilizando sua música em diversos sites e redes pela internet afora. Claro que o convidei para tocar aqui nas páginas desse blog para nós. Sucesso Krause! Volte sempre…
Celso já compôs trilhas sonoras para espetáculos de teatro e video. Gravou 4 cds independentes: em Agosto(2002); Saudade do Futuro – em parceria com Ronaldo Régio (2004); Fenemê ao Vivo(2004) e Bossa’n’dombe (2005).
Vamos ouvir um pouco do Celso Krause? Clica ai? Pode baixar o som também, ele deixa…
Toda vez que a humanidade passa por alguma intempérie de grandes transformações, causada por fortes fatores econômicos ou culturais, costuma haver uma reação desmedida e ignorante (senão, burra!) do poder estabelecido.
Não, não pensem que isso apenas aconteceu no decorrer do século XX, caracterizado pela sua constante divisão ideológica-política entre esquerda, direita e centro.
O antigo Império Romano também reagiu agressivamente contra a propagação do cristianismo no seu meio; séculos depois, esse mesmo cristianismo, então institucionalizado na Igreja Católica, também reagiu barbaramente contra a Reforma, pregada por Lutero. A história também acusa o embate entre a realeza e a nobreza durante o feudalismo; e dessa última com a classe da burguesia (no seu conceito clássico e histórico). E, ainda, desta já extinta classe dos burgueses contra os antigos operários da época denominada como Revolução Industrial. E assim por diante… Sempre e sempre! Daria até para falar dos faraós e hebreus…
O fato é que fiquei impressionado com a notícia que alguns gigantes da imprensa estão, agora, processando proprietários ou editores de blogs por transmitirem suas notícias integralmente, ainda que fazendo referência à fonte!
A notícia, intitulada “Donos de direitos desafiam sites que reproduzem conteúdo”, de autoria de Brian Stelter, publicada no começo de março, é algo absolutamente preocupante para todos aqueles que entendem:
(1) a liberdade de imprensa como uma das garantias constitucionais da maior importância numa democracia;
(2) que todas as notícias ou informações veiculadas pela imprensa não podem sofrer qualquer restrição, senão mediante determinação judicial, sendo essa devidamente fundamentada, sob pena de haver censura prévia (o que é, também, vedado pela nossa Constituição).
Meus amigos, sinceramente, eu nunca havia tido “notícias” antes (desculpem a redundância ou aparente cinismo) de que existiram jornalistas cobrando direitos autorais pelo texto com que veicularam determinada informação, sendo que houve na reprodução referência expressa à fonte!
Bom, se é assim, eu também, como advogado, devo ficar atento para se um outro colega “copia” ou “cola” uma redação de uma das minhas petições… (isso é o absurdo, para não dizer o ridículo!).
Porém, vejam bem: não são os jornalistas que estão em pé-de-guerra entre eles por direitos supostamente autorais.
São os grandes grupos empresarias da imprensa internacional, e que também exploram e lucram com a internet, que estão promovendo tal terrorismo infundado. E “infundado” digo eu, por que tenho certeza que isso não deve “colar” aqui no Brasil, de acordo com o nosso sistema jurídico.
Não, não estou falando de nosso Direito Autoral, que lamentavelmente vem sendo nada mais do que uma reprodução melhorada (quando não servil!) dos tratados internacionais que os EUA sempre obrigaram o mundo inteiro a aceitar, desde a época da invenção do gramofone e do cinema mudo.
Estou falando, sim, da CONSTITUCIONALIZAÇÃO do Direito Privado como um todo – sobre o que os “caros colegas”, representantes dos interesses da parte adversa, geralmente especialistas, vão entender bem o que estou dizendo, assim como um vampiro reconhece rapidamente um crucifixo ou sente o cheiro de alho no ar!!!

199- Music is Music por Mikey aka DaSkinnyBlackMan no Flickr em CC
Faz muito tempo que acompanho o mercado de música e tem me chamado a atenção os modelos adotados pela indústria fonográfica para continuar extorquindo o consumidor, explorando o artista e privando a humanidade de conhecer música boa e nova em quantidade. Contiuam, ainda, a tentar impor o que consideram ser bom para seus ouvidos em troca do lucro fácil e rápido… também não irei me estender aqui falando do jabá, prática já bem conhecida e por demasia já comentada mundo afora.
A cada dia surge um “novo” negócio on-line de música, oferecendo música “gratuita” para se ouvir. Por detrás da chamada música gratuita encontram-se pequenas mensalidades ou até anuidades para se ouvir música por streaming e , às vezes, até baixar os catálagos de segunda destas gravadoras. Vocês já pensaram em pagar para ouvir rádio?
Artistas e consumidores, poderiam olhar um pouquinho mais adiante e notar que existem outros negócios já a pleno vapor, menos onerosos para seus bolsos e para a cultura do planeta.
Grandes sites que davam espaço para a “música da maioria”*, mas que acabaram por se render ao enorme catálogo das grandes gravadoras, abandoram quase que praticamente os artistas chamados por elas de “independentes” que faziam daquele espaço sua esperança de fazer bons negócios e divulgar seu trabalho.
Existem ainda boas alterantivas para a música da maioria e para a liberdade de criação e disseminação da cultura, basta procurar um pouquinho fora do tradicional da internet, fora do apelo forte da mídia paga. A cada mês que passa vemos novidades bem bacanas surgindo pelos quatro cantos do planeta. Vamos sair do convencional e do aparentemente fácil. Vamos mudar. Nós podemos.
* Música da maioria é um termo usado por mim, neste momento, para o que chamo de música livre, substituindo o termo música independente que foi um termo cunhado pelas gravadoras para “diminuir” o músico que não tem contrato com “majors”, assim como, o termo tende a “miniaturizar” a concorrência de gravadoras que estão fora da cartelização desse mercado.