A banda pelotense Meigos, Vulgos & Malvados está de volta aqui no blog PYLEMUSIC, para divulgar sua mais nova música: “A Vingança do Jabaculeiro”, e já aproveitamos para fazer uma breve entrevista virtual com os integrantes. É! eles querem passar o recado e estamos sintonizados no que rola na mente da moçada.
Realidade nua e crua! Não pelo repente… Mas pelos momentos históricos… “A vingança do Jabaculero” foi escrita há uns 10 anos, o Brasil mudou pra melhor, mas a ética do cidadão continua a mesma. Digamos que “A vingança…’ É A ANTI-MÚSICA DE SUCESSO. Embora muitos procurem a batida perfeita, “A vingança…” é uma ordem de despejo, é uma rajada em nós mesmos, como um harakiri nacional. Obra de Fernando Indio e Leonardo Bastos, ganha uma roupagem com a cara da Meigos, Vulgos e Malvados, atitude, boca no trombone e tudo mais. O repente se coloca à frente da nossa gente banguela, dos valores corrompidos pelo jeito brasileiro, pelos desejos e absurdos que fazem o real e imaginário dia-a-dia nacional, confira esta música, mas tire as crianças da sala, pois vai ser merda pra todo o lado…
Batendo um papo virtual:
Pylemusic - Como surgiu a idéia e quando resolveram criar a banda?
MV&M – Foi criada dar vazão a nossa criatividade e a nossa vontade de resistência frente à cultura globalizóide. Resolvemos no inicio de 2009 nos reunir e mostrar a todos sendo sujeitos da história, nossas idéias manifestadas na sonoridade e na poesia.
Pylemusic – Qual é a formação da banda e onde se conheceram?
MV&M – Mistura de amigos e vizinhos. Brumm baterista era vizinho do casal “Meigos” Gus e Cibéli. Brumm já tocava com Léo que era guitarrista da banda “Procurado “”Vulgo””. Léo já era amigo do dj Franco “Malvado”.
Essa soma de tudo é igual a MEIGOS, VULGOS & MALVADOS
Pylemusic – Algum de vocês já tinha alguma experiência no mundo profissional da música?
MV&M – Sim, mas individualmente. Cibéli: tem formação musical em canto lírico com algumas experiências em palco. Gus e Brumm: já fizeram vários shows em outras bandas como músicos. Leonardo: ex guitarrista da banda “procurado vulgo”. Franco: dj profissional
Pylemusic – Pretendem gravar um disco físico ou vão continuar esta estratégia de lançar gradativamente as músicas na internet?
MV&M – Com certeza a estratégia continua sendo a mesma anunciada, musicas primeiro para donwloads. Quanto ao disco, sim, iremos lançá-lo, porém de uma forma diferente.
Pylemusic – Vocês estão ganhando algum retorno, financeiro ou não, nos sites e portais em que se encontram na internet?
MV&M – Por enquanto não, hoje nossa melhor recompensa é saber que estamos criando um som diferente agradável com propostas de manifestação musical de uma geração. Sendo que no momento trabalhamos nos canais da web para que nossas musicas alcance várias pessoas de diferentes idades esperando que nosso som decole na preferência do público.
Pylemusic – O que pensam para o futuro da banda? Existe já algo programado?
MV&M – A programação é de criar, criar, criar, fazendo lançamentos de músicas inéditas a cada 45-60 dias nos canais web. Pensamos em poder levar a nossa música, a nossa manifestação, o nosso potencial artístico-criativo-performático a todos os cantos possíveis. Até que tenhamos conteúdo para o lançamento do nosso show.
Pylemusic – E os shows, quando começarão?
MV&M – O esquematizado é de no início de 2010, após o lançamento de boa parte de nosso trabalho, fazermos o primeiro show oficial.
Pylemusic – O que vocês pensam a respeito da internet e a questão do download gratuito?
MV&M – A internet é fundamental nesse processo de divulgação e acesso ao produto sonoro… No nosso caso a liberação não está nos causando nenhum tipo de prejuízo. Também temos que tentar entender que o mundo muda, se moderniza. Assim como não usamos mais as vitrolas, fitas K7, etc., a comercialização de Cds está com seus dias contados. Ora, sabendo que o artista gasta muito quando vai gravar suas músicas e entendendo que é uma profissão como outra, é justo existir a remuneração. O que deveria acontecer é a conscientização de procurar um outro meio para esse fim. Que aliás, nós da banda, já pensamos nisso e iremos comercializar nosso trabalho de maneira diferente. Se irá dar certo, não sabemos, mas pelo menos estamos tentando entender as mudanças e nos adaptando à elas.
Pylemusic – Vocês ainda sonham com o contrato de alguma grande gravadora?
MV&M – Sim, qual músico não sonha? Mas, se isso não acontecer, acharemos outros meios de mostrar o trabalho e atingir o publico.
Curta letra da música “Vingança do Jabaculeiro”:
Jabaculeiro
Pode falar gente banguela o que quiser,
ninguém te escuta e não dá nada.
É melhor lucrar em cima desse quadro de miséria
que se presta de motivo prá cartão de algum artista
que se importe de mandar pro exterior.
Esse quadro putrefato do real imaginário, dia-a-dia nacional.Milhões de caras pintadas,
sendo usados como escudo de professores sacanas,
políticos chifrudos, artistas enrustidos que enriquecem vendo tudo, rock’n'roll vendendo bala e revólver prá assustar – tatatata
o idiota que combate a violência da violência.
amém, amém, amém, amém, amém
Pode falar gente banguela o que quiser ninguém te escuta
na saída da escola é muita bola,
é pouca esmola prá pobre que pobre chora o choro pobre em louvor à paciência de esperar quem sabe o quê, quem sabe lá, quem sabe quando?
Tudo que eu quero eu posso, o que é que eu vou fazer,
acreditar em você?
Quem leva pau é neguinho desbundado, com dinheiro,
veio fácil, é difícil conseguir se trabalhar
e cai escada, marronzinho, Zé da cova, escovinha, Filomena, pé de fogo, Madalena tem bagulho enterrado no quintal,
tá enterrado no quintal.Mas os bacanas que roubam a cada dia o bolso do brasileiro,
nunca vão para um chiqueiro mas prá cela especial;
Enquanto é assassinado mais um líder sindical
Tá enterrado no quintal.E desse monstro, quanto mais se vê o rabo,
tanto mais se fortalece e consegue dar as regras nesse jogo viciado e é merda pra todo lado mas ninguém chuta esse banco dessa vaga do senado, é morcego carrapato, sugando o sangue do gado, tangido e remarcado que leva o país prá frente.
Não dá moleza meu amigo o inimigo tá na volta o tempo inteiro
e rola pó, rola dinheiro e é de quem chegar primeiro,
principalmente bem armado e tiver acobertado por deputado sacana ou vereador pé de chinelo.
Iludido com ofertas de poder ilimitado,
e só se ouve amém…E a criançada, que é promessa de futuro, assiste em tela plana, com alta fidelidade todo tipo de maldade resultado da vaidade do chefão brasileiro! Brasillll
Todos os dias a família noveleira, se almoça, e, quando janta, convive quase passiva, surpresa e assustada com o assalto, sequestro, o estupro do corrupto no show da televisão
E só se ouve amém, amém…
Pode falar!
Saiba mais dos Meigos, Vulgos & Malvados aqui.
Vocês podem ouvir e baixar aqui mesmo a nova música da Banda, “A vingança do Jabaculeiro”.
Conheci o Haiti através de um contato por e-mail de Remo Trajano, um dos integrantes deste trio de música eletrônica carioca, que está começando sua jornada no mundo da música independente com muita personalidade.
O Haiti é um projeto de música eletrônica que utiliza videos da internet, narrações de filmes, manchetes de jornais, trechos de músicas para tecer os vocais que acompanham a batida dance dos sets. A característica principal das músicas, o que os difere de outras bandas, são os longos blocos de música onde diferentes canções são interconectadas, soando tudo como uma rave…
O trio eletrônico começa sua carreira com uma forte crítica a nossa política e as mazelas advindas dessa ingerência social e corrupção em nosso país.
Haiti, o doppelgänger do Brasil: um país católico, como o nosso, miserável, como o nosso, corrupto, como o nosso. Mas, diferente daqui, o Haiti é um país que não se deixa confundir com o Havaí tão facilmente. No Brasil cabem milhões de Havaís: Quando um gasta, a gente sempre pôde inventar um novo. O Haití talvez tenha gasto a sua cota de fantasia. Nós não entendemos do Haiti, pra falar a verdade. Nós só olhamos do outro lado da cerca e vemos, nesse outro país tão combalido, com uma história de grande violência, mas também de grandes revoluções e grandes líderes, uma monstruosidade que nos parece bastante íntima. Talvez, ao invés da harmonia e da humanidade celebrada nas conquistas dos povos, seja ali que nós devamos procurar a igualdade: na miséria, na exploração, no terror. Nós, o Haiti, queremos encontrar aqui, em nós, o que a gente enxerga de tão terrível e abominável lá.
Nós, o Haiti, queremos deixar explícito o que nos parece já serem os verdadeiros tambores a mover a perpétua dança do Brasil. A corrupção, a ignorância, a conivência. Nós, o Haiti, nos reconhecemos aí também, e por isso também dançamos, enquanto apertamos nossos botões.
Quem sabe se, dançando ao som da nossa banda, alguém não vai perceber que tudo o que está lá, a gritaria, a obscenidade, a falsa retórica e a falsa política, sempre esteve presente na nossa música, entre as linhas, dando o tom e o excesso de alegria que a fazem tão única e envolvente. Nós, o Haiti, somos, como todo brasileiro, movidos por essas mesmas entrelinhas. Gostaríamos de encontrar mais de nós por aí.
A banda é formada por:
Arthur Ferreira – Programação de batidas, teclados e baixo e voz
Gabriel Tupinambá – Programação, teclados, guitarra
Remo Trajano – Programação e voz
Vocês podem ver aqui, o manifesto do Afirmacionismo, escrito pelo filósofo e dramaturgo francês Alain Badiou que inspira a banda em suas composições e visões do mundo.
No site da banda, podemos acessar músicas, textos, fotos, vídeos, agenda de shows entre outras informações.
Contatos:
gabrieltupinamba@mac.com
remotrajano@gmail.com
tutaferreira@hotmail.com
55 21 8181.9077
55 21 7868.7646
O Remo Trajano fez a gentileza de nos enviar um trecho da música Manual para disponibilizarmos por CC aqui no blog e pode ser ouvida e baixada abaixo. Curtam e divulguem, esses caras tem o que falar e o que tocar com muita personalidade…
Formada em 2006 em Porto Alegre/RS, exatamente durante a estação de outono, essa banda para mim tem tudo para viajar o mundo com sua música cantada em inglês e alemão.
Lautmusik, significa em Alemão, música alta, mas o que me chamou a atenção em seu som, e me “hipnotizou” em um dos shows que assisti da banda, foi a experiência sonora em que você é envolvido ao ouví-los, que mexe com seus sentidos mais profundos. Aconselho a ouví-los realmente em volume alto, é bom demais.
A Lautmusik é influênciada pelo pós-punk dos anos 80, que eu curti muito naquela época e continuo a curtir, e pelo guitar rock e shoegaze dos anos 90. As influências variam, principalmente do Joy Division, mas sonoridades de My Bloody Valentine, Siouxsie e The Cure também se mostram presentes em alguns momentos, apesar de que a banda conseguiu superar-se e criar seu próprio e exclusivo som, e não gostam de rótulos, apesar de ser inevitável para que se possam inserir e se identificar no cenário musical. A banda conseguiu trazer para os dias de hoje um som mais moderno, atual e original, não deixando de lado àquela energia melancolica e saudável que marcou esta corrente musical dos anos 80.
Suas músicas do EP “A Week of Mondays” produzido em 2008 e de seu trabalho de 2007 “Black Clouds with Silver Linings” podem ser ouvidas e baixadas aqui e aqui.
A banda é formada por:
Alessandra L. (voz e letras)
Murilo Biff (guitarra)
Cássio J. D. (guitarra)
Marina J. (baixo)
Álcio Villalobos (bateria)
Para quem quer conferir de perto, o próximo show da banda será em Porto Alegre/RS, no dia 27/08/2009 no Porão do Beco.
Alguém se habilita a levar a banda para uma turnê internacional? Estão esperando o quê?
Escutem bem alto e baixem aqui as músicas “Jogsaw” e “Bury my Heart in Warsaw”, depois me contem…
Lautmusik - Jogsaw [3:08m]: Play Now | Play in Popup | Download
Lautmusik - Bury my heart in warsaw [5:00m]: Play Now | Play in Popup | Download
As ações continuam fortes a favor de mudanças positivas para o projeto de Lei 84/99 de autoria do Senador Eduardo Azeredo.
Se você é artista, produtora, amante da música e acredita que a internet deve ser um espaço democrático junte-se nesse ato que acontecerá em Brasilia no dia 30 de maio, às 15h na casa Casa Roxa, sede da Associação Coturno de Vênus (QE 28, conjunto B, casa 13, 71060 022, Guará II – DF).
Mais informações aqui.
Estava lendo os posts do Bruno Nogueira do PoP Up! e me deparei com um video muito legal da Abrafin em que mostra cenas muito bacanas de diversos festivais de música independente que rolaram pelo Brasil afora sob o guarda-chuva da Associação. Como o próprio Bruno Nogueira falou de que muita gente já notou que esta cena está formada e madura, eu sou um dos que enxerga a cena formada, bem forte e com grande potencial para crescer muito. Só espero que não seja detonada pela politicagem e por grupos com interesses pessoais… de resto tá tudo muito lindo.
Que continuem bombando os festivais e shows independentes pelo Brasil e mundo afora. Olhem o video abaixo e vejam com os próprios olhos que a cena tá quentíssima e muito divertida.