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Arquivo de Posts de ‘sucesso’

  1. Uma luz acesa à liberdade da música em 2010

    Publicado em 29 de dezembro de 2009 às 11:13 AM Autor: Gerson Ramos

    candle

    Foto de Rickydavid sob licença CC BY-NC-ND

    Desejamos para todos nossos amigos, seguidores, familiares, aos que ajudaram seus semelhantes e nosso planeta, aos músicos que por aqui passaram e para todos os músicos do planeta um 2010 repleto de realizações, muito amor, muita paz e muita música.

    Este próximo ano será um grande desafio para nossa equipe que espera poder fazer sua parte para a democratização da música, para o planeta e para a sociedade e para dar uma base maior de negócios livres aos artistas e bandas de todos os gêneros.

    Desejamos um gigantesco sucesso a todos que estão conosco e acreditam em nosso projeto.

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  2. O Poder da Música – A Fórmula do Sucesso

    Publicado em 6 de março de 2009 às 10:46 AM Autor: Maestro Billy
    My Pride and Joy, de indrasensi, no Flickr, CC

    My Pride and Joy, de indrasensi, no Flickr, CC

    Ontem recebi do @berlitz o seguinte e-mail:

    Por que certas canções, como jingles, ficam ‘grudadas’ em nossas mentes?

    É fato que tanto as circunstâncias de natureza emocional quanto as que acontecem em um ambiente carregado de emoção são mais bem lembradas do que aquelas que são adquiridas em um contexto emocionalmente irrelevante.

    Algumas músicas, em especial as canções pop, os jingles e as trilhas sonoras, além de terem um timbre particular e facilmente reconhecível, bem como uma estrutura musical simples, curta e fácil de lembrar – geralmente apoiada em refrão – têm, ainda, uma linha melódica que não só acompanha, mas muitas vezes caracteriza a tensão emocional do momento vivido, fazendo com que a música passe a ser parte integral e indissolúvel da lembrança.

    Isso fica claro quando assistimos a um filme sem trilha sonora, pois a ausência de sons compromete a absorção emocional do conteúdo transmitido.

    De fato, estudos demonstraram que algumas canções populares são capazes de ativar partes do cérebro relacionadas às sensações de recompensa e satisfação, como a área tegmental ventral e o núcleo accumbens.

    Essas regiões são responsáveis pela liberação da dopamina, o neurotransmissor que media essas sensações.

    Martín Cammarota
    Centro de Memória, Instituto de Pesquisas Biomédicas, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

    Entenderam?

    Basicamente é o que todo mundo sabe que acontece, só que com um pequeno embasamento científico por trás.

    Agora vamos pensar.

    Ou melhor, vamos juntar os fatos deste post AQUI com estas infos aqui de cima…

    Nós lembramos de uma letra de uma canção dos Beatles que ouvíamos quando éramos criança, mas não lembramos o que almoçamos ontem, certo ?

    A cor da cueca/calcinha que você está usando hoje, sem olhar. Lembrou???

    E assim vamos…

    Agora, qual a associação que a música faz na nossa cabeça no momento em que a escutamos?

    É necessário ter algum fator emocional externo para que lembremos de alguma música por tanto tempo?

    Será que existe alguma estatística provando o que está aí no email? Tipo “músicas feitas em Dm-Am-C-G vendem mais (ou são mais sucesso) do que músicas em Bb7-Gm-Asus etc, etc, etc ?

    Vamos pensar num exemplo. Los Hermanos – Anna Julia.

    Fora toda a promoção da gravadora em cima da música, ela foi sucesso porque é boa. Ponto final.

    A letra é legal, o ritmo é bacana, e os acordes são “fáceis”.

    Cheguei no ponto. Fácil é a palavra.

    Porquê é “fácil” ? Porque são acordes que ouvimos nessa mesma sequência há muito tempo ? Ou a facilidade com que eles se encaixam na sequência faz com que o cérebro os torne mais “palatáveis” do que algo mais cabeludo???

    Boa pergunta. Segundo o email estas músicas ativam partes do cérebro relacionadas às sensações de recompensa e satisfação…

    Pode ser isso então. O cérebro entende aquilo como algo já conhecido, então volta pra sua zona de conforto (satisfação de conhecer e recompensa de não ter que pensar. hehehe). Como ele já entendeu, não tem que criar mais conexões para entender novamente…

    Anna Júlia se parece com várias músicas anos 50/60, por isso que aceitamos melhor uma música assim do que um Miles Davis, por exemplo… até hoje.

    Não tô aqui defendendo que todo mundo deve fazer música copiada de algo anterior, de jeito nenhum. Tô só atestando que isso é fato.

    Aí surge a conclusão “óbvia”. Se eu fizer uma música com cara de antiga, ou que use todos os elementos “do antigamente” farei sucesso e dominarei o mundo, certo?

    Errado.

    Do mesmo jeito, acredito, que nosso cérebro vai para uma zona de conforto quando entende a música, acho que uma música realmente boa e de sucesso deve ter algum elemento que a diferencie do resto. Senão o cérebro, em sua zona de conforto, pensa “ah, mas isso eu já ouvi, não tenho mais interesse nisso não…”

    Então, a Fórmula do Sucesso caiu por terra…

    O que temos que pensar ao tentar criar um hit é justamente pegar algo já concebido, formatado e pronto, porém adicionar elementos inovadores, diferentes, interessantes. Seja uma boa letra, uma sonoridade diferente, algum instrumento ou ritmo diferenciado, sei lá.

    Se fosse tão fácil assim, não tinha tanta gente tentando uma aceitação pública com sua música. Era só pegar uma fórmula pronta e gravar…

    Felizmente não é o caso. Ia ser MUITO chato ouvir 2000 versões similares de Anna Julia ou de rocks dos anos 50/60 toda vez que você ligasse o rádio ou comprasse uma música.

    É o que acontece atualmente com o infame Hip-Hop. Hoje em dia é o seguinte formato:

    -Começa a música com uma batida e gente falando

    -Entra o rapper

    -A cantora que vai mandar o vocal do refrão começa meio que a interagir com o rapper

    -A cantora vai pro refrão

    -Volta o rapper

    -Volta a cantora

    -Termina em fade ou em alguma risada….

    E assim ficamos. Quantos hip-hops são assim atualmente? 98% deles tenho certeza, prá contar por baixo…

    Isso é muito chato. Viram que deu certo uma época, agora repetem o padrão até ninguém mais aguentar. E, na minha opinião, tá demorando muito prá cansarem deste estilo.

    Tudo de bom,

    Billy.

    Foto: Indrasensi no Flickr

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